Unidos da Tijuca festeja a criatividade dos cientistas

A escola de samba Unidos da Tijuca entrou nosambódromo pouco antes da meia-noite e arrebatou o público, com seu enredo "O Sonho da Criação e a Criação do Sonho: a Arte da Ciência no Tempo do Impossível", festejando a criatividade dos cientistas. A comissão de frente, com 13 homensvestidos como a máquina do tempo, foi aplaudida o tempo todo enquanto passava, especialmente quando soltava fumaça e evoluía com as fantasias rodando no sentido contrário ao dos bailarinos.O cientista Albert Eistein vinha no carro abre-alas, na pele do ator paulista Carlos Palma, mas quatro alas depois, vinham dois cientistas do mesmo tempo dele, em carne e osso: o prêmio Nobel de Química de 1981, Rroald Hoffman, e o físico brasileiro Marcelo Gleiser.Hoffman, velho conhecido do Brasil, soube do enredo pela Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ajudou na concepção da sinopse, e chamou Gleiser para estrear com ele no carnaval carioca. "Gosto muito de festa e de dançar, por isso, tomei até umas aulas de samba", disse ele antes do desfile, no meio da ala de Santos Dumont.Se Hoffman passou desapercebido do público, a madrinha da bateria, Fábia Borges, de vermelho, ao contrário do resto da escola, que explorava os vários tons de amarelo, sua cor, foi aplaudidíssima.O carro do DNA, com dezenas de moças e rapazescobertos de azul sobre um cone, fazendo uma coreografia afiada, também foi um dos que mais agradaram, junto com as múmias e os fraksteins. A escola cumpriu o horário, fez um desfile animado e sem erros e saiu do sambódromo cantando "até sábado", dia do desfile das campeãs, quando as seis primeiras colocadas voltam ao sambódromo.Leia abaixo a cobertura dos desfiles no Rio de Janeiro 1º DIA   Caprichosos homenageia Xuxa, mas não empolga    São Clemente abre desfile com críticas políticas e sociais 

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