Unidos do Peruche consegue desfilar sem problemas

A Unidos do Peruche abriu a segunda noite de desfiles do carnaval paulistano Conseguindo driblar os problemas que marcaram as escolas que passaram pelo sambódromo no sexta-feira. Homenageando o aviador Santos Dumont e os 100 anos do primeiro vôo do 14-bis, a escola da Zona Norte cumpriu o tempo e encantou com soluções simples. Uma delas o bloco do Cordão de Ouro, no qual os integrantes vinham com fantasias diferentes, típicas dos antigos carnavais de salão e de rua, dançando livremente sem coreografias padronizadas. Era a exaltação da festa. A escola também avançou a ala da Velha Guarda, tirando os integrantes do fim desfile e colocando-os à frente da ala das baianas. A comissão de frente homenageava a Chica da Silva. Em outras alas, várias referências à França, onde Santos Dumont viveu e desenvolveu seus vários inventos. Na abertura da primeira noite, a Gaviões também apresentou enredo inspirado no aviador. A Unidos do Peruche cumpriu o que prometeu e, a seu jeito, levou ao sambódromo uma "Paris tropical". Fantasias faziam referências aos franceses, como as da bateria, enquanto outras caprichavam no verde-e-amarelo que também simbolizam a Peruche. Em uma das alegorias, tucanos e araras envolviam uma réplica da Torre Eiffel. O casal de mestre-sala e porta-bandeira foi à passarela entre os ritmistas e ala dos compositores. Mas foi o casal mirim da Peruche que mais chamou a atenção do público, visivelmente inferior ao da primeira noite de desfiles. Os irmãos Rafaela e Ítalo Boane, de 7 e 10 anos, eram aplaudidos cada vez que passavam diante de um módulo de arquibancadas. Na dispersão, foram bastante assediados, mostraram desenvoltura e felicidade com o desempenho. Os dois são de Diadema e estrearam neste sábado no carnaval paulistano. Filhos de uma das porta-bandeiras da Peruche, foi Ítalo quem trouxe a família para o samba. "Eu gostava muito e pedi para um mestre-sala e uma porta-bandeira da minha cidade me ensinarem a dançar", contou o garoto. No penúltimo carro, a Peruche fez a homenagem propriamente dita a Santos Dumont e sua principal invenção, o 14-Bis. Encerrando o desfile, a última alegoria misturou tudo de vez e mostrou um negro de peruca à Luís 14 tocando tamborim. Precavida, a Peruche tratou de cobrir com panos os geradores dos carros alegóricos. Na primeira noite, a Gaviões da Fiel - que, como a Peruche, retornou neste ano ao Grupo Especial - corre risco de perder dois pontos por mostrar o nome de uma fabricante em um desses equipamentos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.