Universitária de Campinas é denunciada à Justiça por roubos

A Promotoria do Estado de São Paulo em Campinas ofereceu nesta quarta-feira denúncia à Justiça e acusou a universitária Ana Paula Jorge Sousa, 21 anos, seu namorado, Raoni Renzo Miranda, 16 anos, Leandro Lima e Orlando Carpino, ambos com 25 anos, de roubo e formação de quadrilha armada. A previsão de pena é de oito anos de reclusão nesse processo.É a primeira denúncia de oito inquéritos que a delegada Denise Margarido, do 13º Distrito Policial e responsável pelo caso, deve encaminhar ao Ministério Público. A denúncia feita pelo promotor Celso Rocha Cavalheiro e refere-se ao roubo de casa lotérica do Cambuí, bairro nobre da cidade em que morava Ana Paula. Outro inquérito também referente a assalto a casa lotérica está com a promotora Regina Pegoraro.Segundo informou a delegada, foram duas denúncias e ainda estão em fase de conclusão dois inquéritos por roubo a casas lotéricas e outros quatro, referentes a assaltos a residências de bairros de alto padrão de Campinas.Ana Paula, Carpino e Lima foram presos na semana passada. Miranda continua foragido. Carpino e Lima disseram à polícia que a estudante liderava os assaltos. A versão dela é de que apenas ajudava os meninos na hora da fuga, com o Astra de seu pai, Saul Silva Sousa.Na terça-feira, o criminalista Ralph Tórtima Stettinger assumiu a defesa de Ana Paula e visitou pela primeira vez sua cliente. Nesta quarta, Stettinger disse que vai basear sua defesa na indução pelo afeto e por uso de drogas. "Há duas passagens importantes. A primeira é quando Carpino diz em seu depoimento que ouviu de Raoni: ´arrumei uma mina que irá levar a gente para fazer as fitas e é só dar uma farinha para ela´; a segunda é a declaração do pai do namorado de Ana Paula, que disse: ´se eu tivesse a chance de conhecer o pai dela antes, o aconselharia a afastar a moça do meu filho´", afirmou o advogado.Segundo ele, Ana Paula não disse, mas demonstrou proteger Miranda e ter medo de represálias. A Justiça decretou na última sexta-feira a prisão preventiva dos quatro integrantes da suposta quadrilha. A universitária de classe média alta está presa em Indaiatuba, numa cadeia feminina com capacidade para 36 mulheres e pelo menos 160 detentas. Lá também está presa a mãe de seu namorado, por suposto crime de seqüestro-relâmpago.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.