Universitária é presa no Rio por receptação de carro

A estudante de direito Gisele Ribeiro da Fontoura, de 22 anos, foi presa na noite de ontem, em Realengo, na zona oeste, por receptação de carro roubado. A polícia suspeita que a universitária integre uma quadrilha de jovens de classe média especializada em furto de veículos. O grupo, do qual fariam parte ainda duas mulheres, atua na zona sul da cidade. Além de Gisele, a polícia prendeu o primo dela, Luiz Augusto Lisboa Filho, de 27 anos, e o rodoviário Carlos Alberto dos Santos, de 44.Gisele, Lisboa Filho, Santos, e uma mulher identificada apenas como Dani chegaram a Realengo no início da tarde. Eles estavam próximo ao Fiat Palio branco, placas LND-7829, na Rua Capitão Teixeira. O comportamento tenso do grupo chamou a atenção dos policiais, que checaram a placa do carro. Eles descobriram que o veículo havia sido roubado há 20 dias, na garagem de um prédio na Rua Sá Ferreria, em Copacabana, mas os suspeitos já haviam se afastado do local.Os policiais do 14.º Batalhão (Bangu) esperaram que o grupo retornasse para buscar o Pálio. No início da noite, Gisele, o primo e o rodoviário voltaram em outro Pálio branco, alugado em nome da universitária. Os três foram presos em flagrante por receptação de carro roubado. Dani não estava mais com eles.Gisele alegou que não está envolvida no crime. Aluna do 6.º período de direito da Universidade Estácio de Sá, ela contou que está inscrita para o concurso da Polícia Rodoviária Federal e disse à polícia que alugou o carro para ajudar o primo dela. "Eu entrei para ajudar, e acabei me atrapalhando. A verdade foi essa. Agora, eu não sei o restante da história, quem fez, aonde e como", disse.A universitária confirmou aos policiais que conhece a mulher identificada apenas como Dani. Ela seria moradora do prédio da Rua Sá Ferreira, em que o Pálio foi roubado. A polícia já a investigava pelo furto do carro. "A informação que se tem é que essa amiga dela teria furtado o Pálio", afirmou o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Cláudio Góis. Além de Dani, outra mulher que integraria a quadrilha está sendo procurada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.