Thales Corrêa
Thales Corrêa

Universitária faz sucesso com vídeos de reformas e consertos domésticos

Mineira de 24 anos faz tutoriais de obras; 'maior parte de críticas vem de homens', diz

Júlia Marques, O Estado de S. Paulo

22 Novembro 2017 | 07h00

Foi quando precisou colocar um piso no próprio quarto que Paloma Cipriano, de 24 anos, teve a ideia de criar um canal no YouTube para mostrar como fazer reformas na casa. "Minha mãe sugeriu que eu gravasse e esse vídeo começou a ter muitos acessos", conta a estudante de Publicidade. 

Depois disso, o canal foi crescendo e quebrando tabus. "Muitas mulheres começaram a me mandar fotos do que fizeram nas casas delas, incentivadas pelo meu vídeo." O retorno positivo incentivou Paloma a continuar. Dois anos depois, a jovem já ensinou a instalar porta, assentar azulejo e até rebocar parede. 

Paloma aprendeu tudo isso na prática. "Sempre moramos eu, minha mãe e minhas irmãs. Por isso a necessidade de fazer tudo", diz a jovem que é de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Embora receba elogios de várias partes do País - o canal tem 235 mil inscritos - há ainda quem critique e diga que o tipo de trabalho não é feminino. 

++ Donos de apês 'abrem as portas' virtuais em perfis do Instagram

"A maior porcentagem de crítica é de homens. Às vezes eles sabem menos do que eu, mas querem falar mesmo assim. Nem ligo mais", diz Paloma. Para ela os trabalhos em casa são pesados, mas a sensação de tarefa cumprida é recompensadora.

“Mesmo que você tenha condição de pagar, fazer alguma coisa e ver que foi você quem fez é muito gratificante. Sem contar a economia”, diz a jovem, que ainda é a responsável pela edição das imagens e também faz vídeos para o canal Casa de Verdade

++ Antigas profissões se revalorizam

"Nunca vou parar com o 'faça você mesmo'. Quero continuar trabalhando até quando eu conseguir. O objetivo é trazer mais conteúdo, principalmente para as meninas que me seguem, porque os homens, em geral, já têm essa prática." 

 

Mais conteúdo sobre:
Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.