Universitário da FEI morre na frente de Heliópolis

O estudante de Engenharia Rafael Salgado Visini, de 23 anos, foi assassinado na segunda-feira com um tiro na cabeça, na Avenida das Juntas Provisórias, na frente da Favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo. A vítima estava em seu Polo Sedan preto, parado no congestionamento, sentido centro, quando foi abordada por dois homens em uma moto.Segundo parentes e amigos, o universitário teria reagido a uma tentativa de assalto e acabou baleado na nuca. Nada foi levado. A Polícia Civil do 95º Distrito Policial (Heliópolis) investiga o caso e informou que trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) ou homicídio. No dia do crime, Visini voltava do Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) em São Bernardo do Campo, no ABC. Ele estava sozinho em seu carro, por volta das 18h30. Uma mochila com a carteira, celular e livros foi encontrada no banco do passageiro. O estudante ainda foi levado pela Polícia Militar até o Hospital Heliópolis, onde morreu. Segundo um policial civil, são constantes os assaltos nesse trecho - principalmente em horários considerados de pico - entre 18 e 20 horas.ÚLTIMO ANOA vítima cursava o último ano de Engenharia e morava com a família no bairro da Mooca, na zona leste da capital. O estudante tinha outros dois irmãos mais novos e foi enterrado ontem, às 16 horas no Cemitério da Quarta Parada, na zona leste. Dezenas de universitários compareceram ao sepultamento.O engenheiro Renan Pezani, de 22 anos, contou que durante três pegou um ônibus fretado com a vítima para ir até a faculdade. "Eu conheço o Rafa desde pequeno. Era uma pessoa tranquila, calma, alguém totalmente sossegado", afirmou Pezani. De acordo com o engenheiro, que todos os dias faz o mesmo trecho na Juntas Provisórias, a sensação de insegurança no local do crime só tem aumentado. "Todo dia vejo assaltos ali. Os carros param no congestionamento? , disse. Ainda de acordo com o engenheiro, falta policiamento no local. "Eu posso reunir várias pessoas da FEI que foram assaltadas no mesmo lugar." Outro colega, Gustavo Aviles de la Cruz, lamentou a perda do colega de infância. "Só sabemos que foi uma tentativa de assalto. O Rafael sempre andava com os vidros fechados e dificilmente reagiria", observou. "Eu ouvi dizer que ele só fez um movimento brusco parece que se abaixou."

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