Universitários furtam livros raros

Um grupo de estudantes de biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, na Vila Buarque, está por trás de furtos de livros raros em bibliotecas de todo o País, incluindo o de 13 obras dos séculos 16 a 20 levadas do Museu Nacional, no Rio. Outros 11 tiveram páginas com ilustrações arrancadas.Hoje, o universitário Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 31 anos, foi autuado em fragrante pela polícia por receptação de livros roubados. Seus colegas Reginaldo da Silva Alves, de 26, e Ricardo Pereira Machado, de 22, foram ouvidos pela polícia, como suspeitos, e posteriormente liberados.A descoberta do trio só foi possível porque um antiquário do Bexiga, no centro de São Paulo, que comprara um dos livros do Museu Nacional, procurou a Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo para devolver a obra. Ele havia pago R$ 1.500,00 por Historia Naturalis Brasilae, de autoria do holandês Willem Pison. Editada em 1648, a obra foi avaliada em R$ 75 mil pelos peritos, mas na Europa poderia valer até US$ 50 mil. O antiquário resolveu devolver a obra ao vê-la em uma reportagem de jornal sobre livros raros.

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