UPA no Alemão é depredada em protesto contra morte de idosa

Grupo forçou a porta da frente da unidade, deixando em pânico pacientes e funcionários

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2014 | 23h29

RIO - A Unidade de Pronto Atendimento do Alemão, na zona norte, foi depredada na noite desta segunda-feira, 28, em mais um protesto contra a morte da aposentada Arlinda Bezerra das Chagas, de 72 anos, atingida por bala perdida no domingo, quando tentava proteger o sobrinho-neto, de 10 anos.

Por volta das 21h30, um grupo forçou a porta da frente da UPA, deixando em pânico pacientes e profissionais que estavam no local. Assustados, médicos chegaram a pular por uma das janelas da unidade, para tentar escapar do ataque.

Cerca de 80 pessoas, algumas delas armadas, tentaram atear fogo em dois ônibus em frente à UPA do Alemão. As duas pistas da Avenida Itararé foram fechadas e o policiamento foi reforçado.

Imagens postadas na rede social mostram a unidade destruída: monitores de televisão arrancados, cadeiras reviradas, computadores quebrados e jogados ao chão, brinquedos do setor de pediatria danificados. Um morador do Alemão comentou: "Já não funcionava, agora tem desculpa para não funcionar".

Carros. Na manhã desta segunda-feira, 28, três carros foram incendiados na Avenida Itaoca, na calçada da Coordenadoria de Polícia Pacificadora. O órgão, que fica perto do complexo do Alemão, coordena as 37 UPPs já implantadas no Estado. O ataque seria uma represália à morte da idosa.

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