‘Uruguai agiu corretamente’, diz Gilberto Carvalho

Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência elogiou decisão do país de não conceder asilo à advogada Eloisa Samy 

Fátima Lessa, Especial para O Estado

23 de julho de 2014 | 00h04

CUIABÁ - O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, elogiou nesta terça-feira, 22, em Várzea Grande, na Região Metropolitana de Cuiabá, a decisão do Uruguai em não conceder asilo à advogada Eloisa Samy. “O Uruguai agiu corretamente porque sabe que o Brasil é um estado democrático de direito”, disse.

O ministro considerou que ativistas que tiveram prisões decretadas se excederam. Para ele, o governo tem aceitado as manifestações desde que não sejam violentas e que haja espaço para o diálogo. “Ao que tudo indica, alguns usaram de violência”, salientou.

Carvalho destacou, no entanto, que o processo criminal é uma questão que não está na esfera federal e, por isso, não pode opinar. “Não conheço o processo, não sei se as pessoas usaram ou não de violência. Ao que tudo indica, sim.” 

Pela paz. Desde o ano passado, o governo tenta convencer os ativistas a fazer manifestações em paz. “Pressão pacifica, sem violência. Quando há violência sempre há perdas. Nosso trabalho foi convencer a rapaziada a fazer manifestação numerosa sem uso da violência. Este caso está na Justiça, não quero comentar. Quero dizer que sempre estaremos lutando pela paz”, afirmou o ministro.

No começo de junho, antes da Copa do Mundo, Carvalho havia pedido uma “trégua cívica” tanto de manifestantes quanto de grevistas, para “despolitizar” o evento.

No mesmo mês, ele revelou que havia se reunido com black blocs antes do Mundial para tentar “abrir um debate” com o grupo responsável por depredações em manifestações desde junho do ano passado.

Na véspera da final da Copa do Mundial, o ministro classificou como “lixo” um vídeo de convocação do Anonymus para atos marcados pela internet.

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