Uruguai congela contas usadas por rede de tráfico brasileira

Uma quantidade ainda não revelada de contas bancárias, utilizadas para a lavagem de dinheiro da maior rede de narcotráfico do Brasil, foi congelada pelas autoridades de Montevidéu, no Uruguai, segundo informou neste sábado o jornal uruguaio Últimas Notícias. O responsável uruguaio pela repressão à lavagem de dinheiro de ativos e ao financiamento do terrorismo, Ricardo Gil Iribarne, informou que ainda não foi determinada a quantidade de contas bancárias que foram congeladas. Iribarne afirmou que, depois de uma operação realizada no Uruguai em 5 de setembro de 2006, que terminou com 24 pessoas processadas, seu departamento continuou trabalhando de forma coordenada com Brasil, Bolívia e Colômbia no campo do narcotráfico e de suas contas bancárias. Nesse trabalho, as autoridades uruguaias descobriram que uma rede de tráfico de drogas lavava dinheiro no país. Segundo Iribarne, outro segmento da organização, dedicada a movimentações comerciais que encobriam operações de lavagem de ativos, foi neutralizada. O chefe da operação também ressaltou que "foi desarticulada uma estrutura que tinha investimentos muito maiores do que os existentes no Uruguai, encobertos em distribuidoras de lubrificantes e combustíveis e na administração de postos de gasolina". O jornal conta que nas operações realizadas desde setembro de 2006 no Uruguai, foram apreendidos 340 quilos de cocaína avaliados em US$ 13,9 milhões e prontos para serem enviados à Europa. No país, também foram capturadas e processadas 23 pessoas, ao passo que em São Paulo foi detido o líder do grupo, Alexander Casal García, um colombiano de 36 anos. Durante as investigações no Uruguai, diversos automóveis e negócios também foram seqüestrados. Além disso, dois pilotos da empresa estatal de aviação "Pluna" e o proprietário de um hotel cinco estrelas em Punta del Este foram processados.

Agencia Estado,

21 Abril 2007 | 16h33

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