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Usineiro acusado de matar esposa é transferido de cadeia

O usineiro João Marcelo Augustini, de 47 anos, acusado de matar a ex-mulher e a irmã dela em dezembro do ano passado, foi transferido na madrugada de terça-feira, 09, para o Centro de Detenção Provisória de Piracicaba, onde ocorreu o crime. O advogado da família das vítimas e assistente de acusação Willey Lopes Sucasas acredita que a prisão irá acelerar o trâmite do processo judicial no qual Augustini é réu.O processo foi iniciado em janeiro, segundo Sucasas. Ele disse nesta terça-feira que está aguardando a definição da Justiça sobre a data do interrogatório de Augustini, que deverá ocorrer antes das audiências com as testemunhas do caso. "Espero que ele seja julgado ainda este ano". O usineiro, preso na segunda-feira, 08, em São Paulo, estava foragido desde os assassinatos. "Não existe dúvida de que ele foi o autor", defendeu o advogado. Edilene Borghese Augustini, de 45 anos, foi morta com quatro tiros e sua irmã Delci Ana Borghese Igreja, de 47, com dois. Filha de Delci, Tatiana Borghese Igreja, de 23 anos, foi ferida com dois disparos, ficou 15 dias na UTI e sobreviveu. Ela é uma das testemunhas do crime, conforme o advogado. Ele comentou que, antes de morrer, Delci telefonou para um parente para dizer que tinha sido atingida e mencionou o nome do usineiro. O motivo do crime, disse Sucasas, foi a divisão de bens do casal. Augustini é dono de uma usina de álcool e de uma fábrica de equipamentos para o setor. O patrimônio dele é estimado em R$ 20 milhões. O advogado disse acreditar que o réu permanecerá preso. "Um desembargador em sã consciência não concederia habeas corpus", afirmou. O acusado está preso em uma cela separada da população carcerária do CDP, onde detentos que chegam ao presídio permanecem em média por 10 dias. Depois, deverá ser encaminhado a uma cela comum. A Secretaria de Administração Penitenciária não informou se há outros presos dividindo a cela com Augustini, alegando questões de segurança. O CDP tem capacidade para 512 detentos e abriga 1.039.De acordo com o delegado seccional de Piracicaba Luiz Henrique Zago, o empresário permaneceu algumas horas na cadeia de São Pedro antes de ser levado a Piracicaba. Explicou que a transferência ocorreu tranqüilamente e que não houve manifestação em frente ao CDP. Ele Lembrou que as famílias das vítimas e do acusado são tradicionais em Piracicaba e o crime causou comoção na cidade."Ele fez uma grande asneira", comentou o delegado. Logo após os assassinatos, a família contratou segurança particular para proteger a sobrinha e os dois filhos do usineiro com a ex-mulher, João Marcelo e Bruna. O delegado disse nesta terça-feira que eles não estão sob proteção especial. "Não há motivo", alegou.

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