Usineiro e lavador de carros vão a júri popular em Ribeirão

O usineiro Alexandre Titoto e o lavador de carros Adelir da Silva Mota, acusados de matar o analista financeiro Carlos Alberto de Souza Araújo, em 23 de fevereiro do ano passado, vão a júri popular. Essa é a decisão do juiz da Vara do Júri e de Execuções Criminais, Luís Augusto Freire Teotônio. O advogado de Titoto, Heráclito Mossin, informou hoje que, ao saber da decisão, tomada pelo juiz no dia 17, já entrou com recurso para revertê-la no Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo.O advogado de Mota, Osvaldo Sartori, também recorrerá. Titoto e Mota são acusados de homicídio triplamente qualificado, durante uma briga no escritório do usineiro, em Ribeirão Preto.Dois funcionários do edifício comercial Millennium descobriram sangue espalhados pelos corredores e na sala do escritório do usineiro, que havia recebido uma visita. Araújo, amigo de infância de Titoto, havia desaparecido. Seu corpo foi descoberto alguns dias depois, após Titoto, que se recusava a falar, ter revelado que ele estava enterrado numa fazenda de Altinópolis, de propriedade de sua família. A polícia a o Instituto Médico-Legal (IML) afirmaram que Titoto e Mota teriam ferido Araújo com pancadas na cabeça e enterrado a vítima ainda com vida. A defesa do usineiro tenta provar que Araújo já estava morto quando foi enterrado. Desde então, o motivo do crime tornou-se um mistério: existem indícios de que Araújo devia dinheiro a Titoto, de uma aplicação financeira, e vice-versa, já que um cheque do usineiro para Araújo foi encontrado no dia do crime.

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