Uso de pulseiras em presos gera controvérsias nos EUA

A exemplo de países como Estados Unidos, França e Austrália, o Brasil deverá adotar o monitoramento eletrônico para vigiar condenados em regime semi-aberto ou nos casos de livramento condicional ou saída temporária da prisão. A medida foi aprovada na quarta-feira, 25, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Dos 62 municípios de Nova York, mais da metade faz uso de pulseiras ou caneleiras automáticas para monitorar pessoas condenadas por dirigir embriagadas, usar drogas e, em alguns casos, por praticar violência sexual, que estejam cumprindo pena em liberdade domiciliar ou provisória. Segundo Linda Valenti, conselheira da divisão de Provação e Alternativas de Correção do Estado de Nova York, o uso do equipamento está aumentando. O sistema, no entanto, gera controvérsias entre oficiais do Estado. Para John Desmond, diretor do Departamento de Provação de Suffolk, um dos maiores municípios do Estado de Nova York, o sistema só funcionaria se o município tivesse funcionários suficientes para monitorar os prisioneiros 24 horas todos os dias da semana. "Usamos uma combinação de monitores e assistentes para controlar os sinais emitidos pelos aparelhos no escritório. Os oficiais do departamento são acionados apenas quando uma intervenção é necessária", explica Desmond. Em Suffolk, cerca de 10 oficiais se alternam em três turnos diferentes para monitorar, dia e noite, 50 pessoas. O aparelho tem preço relativamente barato, mas o que encarece o sistema é o custo com pessoal. Para defensores do sistema, é mais barato usar pulseiras automáticas que mandar criminosos para a cadeia. ?Hoje testamos um sistema de GPS ativo que monitora o usuário com a ajuda de antenas de celular?, diz Desmond.

Agencia Estado,

26 Abril 2007 | 09h58

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