USP escolhe amanhã lista tríplice para reitor

A Universidade de São Paulo (USP) escolhe nesta sexta-feira os três professores que farão parte da lista a ser enviada ao governador Geraldo Alckmin e da qual sairá o novo reitor da principal instituição de ensino superior do País pelos próximos quatro anos.Se Adolpho José Melfi, que foi o mais votado na primeira etapa das eleições, sagrar-se vitorioso neste segundo turno e for indicado pelo governador, deixará vago o cargo de vice-reitor. Já se fala na USP em convocar um novo pleito - que normalmente ocorreria em abril - em caráter de urgência.?Pacto de não-agressão?Alguns candidatos se uniram e têm sugerido a muitos dos 266 membros do colegiado que façam uma lista tríplice sem o nome do vice-reitor. "Não é um acordo contra ele e sim a favor da gente", diz a pró-reitora de graduação, Ada Pellegrini Grinover, que ficou em segundo lugar no primeiro turno.Ada tem pedido votos também para o diretor da Escola Politécnica, Antonio Marcos Massola - terceiro colocado na disputa - e diz ter um "pacto de não-agressão" com o candidato Erney de Camargo."A intenção é constituir uma base de apoio ao novo reitor", diz Ada. "Representamos uma gestão renovadora, mais criativa, diferente da que existe."Segundo Camargo, o seu "pacto de não-agressão" é com todos os candidatos e não só com a pró-reitora. Mas ele confirma estar pedindo votos para o diretor da Poli. "É uma otimização de competências." Para Massola, uma lista tríplice formada por ele, Ada e Camargo seria a ideal."Articulações e acordos são normais", diz o vice-reitor Melfi, acrescentando que não teme um possível lobby contra a sua candidatura. Segundo ele, caso seja eleito reitor, dentro de 15 dias seriam convocadas novas eleições para preencher o posto vago.Eleição começa às 13 horasO regulamento do processo eleitoral prevê um prazo máximo de 60 dias para a realização do pleito para vice-reitor. As eleições seriam semelhantes às feitas para reitor, com dois turnos e lista tríplice.Desde que o então reitor Roberto Leal Lobo pediu demissão do cargo em 1993, antes do término do mandato, as eleições para reitor e vice passaram a ser disputadas com uma diferença de cinco meses (para reitor em novembro; a de vice, em abril).Na época, Lobo disse que sua decisão de sair foi motivada por calúnias lançadas durante as eleições. Ele se referia a possíveis acordos entre cinco candidatos ao cargo que pediam votos para Erney Camargo, que volta a ser candidato.A eleição na reitoria começa às 13 horas e o resultado deve sair no fim da tarde. Estudantes decidirão em assembléia pela manhã se tentarão impedir o pleito na USP, que consideram antidemocrático.

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