USP pode ter novo câmpus no Estado

A Universidade de São Paulo (USP) pode vir a ter o seu primeiro câmpus na região leste do Estado. Estudos para a anexação da Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil) já estão na sua fase final. A instituição, conhecida pelo ensino e pesquisa na área de química e biotecnologia desde 1969, hoje é responsabilidade da Secretaria do Estado da Ciência e Tecnologia. A iniciativa partiu da própria Faenquil e hoje uma comitiva da USP, da qual fazia parte o reitor Adolpho José Melfi, foi a Lorena demonstrar seu interesse pela incorporação. "Os benefícios são inúmeros", prevê o diretor da Faenquil, Messias Borges Silva. Segundo ele, um dos objetivos da anexação é o de aumentar o número de cursos oferecidos pela faculdade. Atualmente, há quatro cursos de graduação: engenharia química, engenharia bioquímica, engenharia de materiais e engenharia industrial química. A Faenquil tem 1.383 alunos e 91 professores. Silva e o prefeito de Lorena, Aloisio Vieira (PSDB), acreditam também que um braço da USP no Vale do Paraíba poderia ajudar no desenvolvimento da região. Atualmente, a USP tem unidades apenas na região oeste do Estado, nas cidades de Ribeirão Preto, Piracicaba, Pirassununga, Bauru e São Carlos. Segundo a reitoria, o interesse pela Faenquil está ligado à forte vocação industrial e de pesquisas na área de tecnologia da região. Além disso, USP já possui cursos nas mesmas áreas que a faculdade, o que proporcionaria uma interação acadêmica. A região leste do Estado abriga instituições como Instituto de Tecnologia e Aeronáutica (ITA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro Tecnológico de Aeronáutica. A Faenquil possui dois câmpus em Lorena, o maior deles com 373 mil metros quadrados. Além da gradução, oferece cursos de pós-gradução e uma escola técnica. Quando surgiu, instituição era uma autarquia municipal e só em 1991 passou para as mãos do Estado. "Já tentamos uma incorporação à Unesp, mas acabou não saindo", diz o prefeito de Lorena. Segundo o seu diretor, a faculdade recebe R$ 16 milhões anualmente do Estado. Esse dinheiro precisaria ser repassado para a USP, que tem orçamento de cerca de R$ 1,3 bilhão, proveniente de uma parcela da arrecadação do ICMS. A anexação da Faenquil ainda precisa ser aprovada no Conselho Universitário da USP. Depois disso será necessário um projeto de lei do governador do Estado para efetivar a transferência. Geraldo Alckmin reune-se amanhã com os reitores das três universidades estaduais e com prefeitos paulistas, inclusive de Lorena, para tratar da expansão do ensino superior em São Paulo.

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