Fábio Mota/Estadão
Fábio Mota/Estadão

Usuários pagam por travessia improvisada em estação de trem alagada

Parada de São Francisco Xavier, na zona norte do Rio, ficou completamente inundada e pedestres e carrinho de supermercado foi transformado em 'bote'

Thaise Constâncio , O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2013 | 11h23

RIO - A estação de trem São Francisco Xavier, no Rocha, zona norte do Rio, está completamente alagada. Para pegar o trem ou atravessar para chegar na avenida Marechal Rondom, uma das principais vias de acesso ao Meier, no subúrbio, é preciso quase mergulhar no acesso às roletas da estação.

Quem tem que passar precisa entrar na água, que está até a metade da coxa de quem se aventura. Os mais receosos têm que pagar R$ 1 para serem levados em um carrinho de supermercado para o outro lado.

O porteiro Paulo Roberto Souza trabalha à noite em Vila Isabel, na zona norte, e tentava voltar para casa na comunidade da Casa Branca, na Usina, na mesma região. Ele pegou um ônibus até a estação de trem São Francisco Xavier e esperou duas horas até ter coragem para pagar e atravessar até a Rua Licinio Cardoso. Ainda assim, não conseguiu pegar o trem. "Não tenho como voltar para casa porque até para pegar ônibus está difícil. Eles não passam", disse. Ele diz que vai esperar a água baixar para tentar prosseguir com a viagem.

O casal Elisabete do Carmo e Carlos Jesuíno esperou 20 minutos e resolveu atravessar a estação de trem São Francisco Xavier com o filho Isaias William, de um ano e sete meses. Mesmo grávida, ela entrou na água: "Tenho medo, mas precisamos atravessar". Ao pedir informação a um policial militar eles descobriram que o endereço que procuravam, avenida Marechal Rondom, era do outro lado da estação. "Sei que a água está doente, pode ter lacraia e rato, mas precisamos passar", disse Elisabete.

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