Vagas para suplentes ganham peso no xadrez ministerial

Na complexa tarefa de compor um ministério acomodando interesses políticos de diferentes partidos, a presidente eleita, Dilma Rousseff, tem mais obstáculos a vencer. No mosaico de nomes, há um critério, orientado pelos partidos, a ser observado pela futura presidente: ajustar as escolhas para permitir o mandato de alguns suplentes.

Denise Madueño / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2010 | 00h00

Secretarias até então pouco cobiçadas pelos partidos aliados, deverão servir para ajustes internos no PT. O presidente do partido, José Eduardo Dutra, levou a Dilma o nome do deputado reeleito Vicentinho (PT-SP) para a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

A despeito de qualquer virtude do deputado, por trás da indicação está a vontade do partido de ter o deputado José Genoino (PT-SP) de volta à Câmara.

Suplente, Genoino depende do afastamento de dois deputados petistas em São Paulo para assumir. Além de Vicentinho, o deputado eleito José de Filippi (SP) pode ir pata o ministério das Cidades.

Ainda no PT, um arranjo poderá garantir um deputado ligado ao governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, na Câmara. A indicação da deputada Maria do Rosário (PT-RS) para a Secretaria de Políticas para as Mulheres tem duplo efeito. Abre caminho para o deputado, que ficou na suplência, Fernando Marroni (PT-RS), da mesma corrente interna de Tarso, chamada de Mensagem, e atende à reivindicação da tendência da deputada, Movimento PT, de ter espaço no ministério.

O PMDB também procura adequar sua bancada. Na Câmara, o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) pode virar ministro, abrindo vaga para o deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), que ficou na suplência. O nome de Ribeiro é sugerido para o Ministério da Agricultura. Nesse cenário, o atual ministro, Wagner Rossi, ligado ao vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), terá de ser deslocado para um cargo em empresa estatal.

Os peemedebistas instituíram uma regra para dividir o bolo de cargos. O PMDB da Câmara indica dois ministérios e o do Senado terá o direito a apresentar outros dois nomes.

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