Vai-Vai encerra primeira noite de desfiles com empolgação

Escola levantou o público com samba-enredo sobre seus 80 anos e aniversário da Copa do Mundo

Lucinda Pinto e Circe Bonatelli, da Agência Estado,

13 de fevereiro de 2010 | 06h59

   

 

SÃO PAULO - Maior campeã do carnaval de São Paulo, com 13 títulos, a Vai-Vai, que encerrou o primeiro dia do carnaval paulista, entrou na avenida do Sambódromo do Anhembi com o dia começando a clarear. A julgar pela animação e disposição dos integrantes, contudo, mal parecia que eles haviam esperado durante toda a noite de desfiles para entrarem na avenida para apresentar o samba-enredo "80 anos de arte e euforia. É bom no samba, é bom no couro. Salve o duplo jubileu de carvalho". Antes de entrar na avenida, os integrantes da agremiação cantavam e brincavam com o raiar do dia. O desfile transcorreu sem incidentes.

 

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O presidente da escola, Edmar Thobias, afirmou que a expectativa é muito positiva por mais uma vitória, e nem mesmo o luxo das suas concorrentes, especialmente a Rosas de Ouro, que desfilou antes, preocupa. "Nosso enredo é muito bom e a expectativa é muito positiva", afirmou Thobias, apontando como trunfo os carros alegóricos, um deles de aço inox, criado pelo artista Gilmar Pires, de Ilhabela.

 

 

O delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz - que comandou as investigações da Operação Satiagraha - foi convidado por Thobias e estreou na avenida. Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) desfila pela terceira vez pela escola.

 

A Vai-Vai comemora seu aniversário de 80 anos, fundada em 1º de janeiro de 1930. A data será lembrada durante o desfile no sambódromo do Anhembi e em comemorações ao longo do ano, que incluem o lançamento de um documentário sobre a história da escola.

 

O aniversário da Vai-Vai também coincide com os 80 anos da Copa do Mundo. A combinação desse duplo Jubileu de Carvalho (celebração de 80 anos) será o tema do samba-enredo, que parte do futebol para contar uma história de superação de povo brasileiro.

 

Essa história começa pelo abre-alas, um acoplamento de três carros alegóricos que relembra as origens africanas do País. Em outro carro, a escola reuniu jogadores de diferentes edições da Copa do Mundo - entre eles, o meia Cafú. Segundo o diretor de Carnaval, Louviral Almeida, o desfile foi planejado para ter equilíbrio, sem que um setor se sobreponha aos demais.

 

"Talvez, apenas o primeiro setor tenha um impacto mais forte, porque resgata a africanidade da população. Isso cria um senso de identificação muito grande," acredita Almeida. Para conseguir uma nova vitória, a agremiação preta e branca contou com um orçamento superior a R$ 2 milhões.

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