'Vaidade falou mais alto', diz carnavalesco sobre tapa-sexo

Viviane Castro, da São Clemente, começou desfile 'vestida' , mas ficou nua de vez quando adereço caiu

Roberta Pennafort, de O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2008 | 20h31

Proibida pela Liga das Escolas de Samba em 1990, a genitália desnuda voltou a causar confusão no carnaval do Rio. A São Clemente perdeu 0,5 ponto por ter, entre seus integrantes, a modelo Viviane Castro, de 25 anos, que começou o desfile "vestida" com um tapa-sexo, mas acabou ficando nua de vez quando o adereço caiu na avenida. Para o carnavalesco Mauro Quintaes, "a vaidade (da modelo) falou mais alto."   Veja Também:   Confira a pontuação das escolas em cada quesito Melhores momentos do desfile da Beija-Flor Veja todas as fotos do carnaval pelo Brasil e pelo mundo Tudo sobre as escolas do Rio e os sambas  Mangueira e Viradouro empolgam a Sapucaí no 1º dia Saiba como foram os desfiles no Rio no primeiro dia Veja as melhores imagens dos desfiles em SP As melhores imagens do Carnaval pelo Brasil    Veja a comemoração do carnaval pelo mundo      "A escola passa a ser uma vitrine para algumas pessoas. Se algum diretor tivesse visto...", lamentou Quintaes, que, no entanto, não acredita que a São Clemente tenha caído do Grupo Especial por conta do episódio. "Não me sinto revoltado, porque a escola que sobe sempre desce em seguida. Mas ninguém pode entrar na avenida, numa noite de chuva, apenas com um adesivo. Não se pode arruinar um trabalho de um ano por incompetência".   O veto à genitália de fora foi instituída depois que a ex-modelo Enoli Lara desfilou na escola União da Ilha sem nada, em 1989 - representando a deusa Afrodite, ela entrou na Passarela do Samba só com um véu, um adereço de cabeça e sandálias.   De acordo com o atual presidente da Liesa, Jorge Castanheira, a medida tem como objetivo resguardar os menores de idade que assistirem ao desfile. "O nosso regulamento é claro. As fotos que nós temos mostram que ela estava nua. É inconcebível", criticou. "Fazemos isso por causa dos menores de idade e para não desvalorizar o espetáculo. Ninguém quer ver nudez."   Viviane Castro foi procurada pelo Estado ontem, mas não quis dar entrevista. Momentos antes do desfile, ela foi abordada pela reportagem e afirmou que não tinha medo de o tapa-sexo cair, porque ele "estava colado com Super Bonder". Garantiu, também, que não se sentia constrangida. Sorrindo, Viviane se mostrava orgulhosa por ter "o menor tapa-sexo da história do carnaval", com quatro centímetros. Kiko Alves, agente de Viviane, disse ontem que ela está "numa situação difícil" e que é melhor "deixar a poeira baixar".

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