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Vale avalia possíveis impactos de deslizamento em nova barragem no interior de Minas Gerais

Empresa já havia elevado nível de alerta da mina de Gongo Seco, em Barão de Cocais, desde janeiro deste ano

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2020 | 10h50

A mineradora Vale informou nesta segunda-feira, 9, que o talude norte da cava de sua mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, a cerca de 96,4 quilômetros de Belo Horizonte, “continua deslizando para dentro da estrutura”, em situação que tem sido monitorada pela companhia e comunicada às autoridades. O talude é uma espécie de "paredão" que mantém a barragem fixa. 

“A Vale continua avaliando a possibilidade e a extensão dos impactos em caso de novos desprendimentos, bem como impactos de eventual vibração sobre a barragem Sul Superior, distante aproximadamente 1,5 km da área do talude”, disse a companhia em comunicado.

A empresa acrescentou que a cava e a barragem “são monitoradas 24h por dia de forma remota” e por sobrevoos de drones, além de um Centro de Monitoramento Geotécnico. 

Ainda no final de janeiro, a Vale detectou erosão na área e elevou o nível de alerta da barragem de 1 para 2 (em uma escala de 3), após as fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais. Na época, a elevação implicaria a necessidade de retirada das pessoas de zonas mais próximas, mas isso já foi feito por problemas em outra barragem da região.

Já no último dia 22, a Agência Nacional de Mineração (ANM) afirmou que esta e mais três barragens da empresa corriam risco de rompimento a qualquer hora, após um ano sem manutenção e monitoramento. / REUTERS

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