Vale do Ribeira espera duplicação da BR 116 há 40 anos

Prefeitos do Vale do Ribeira lutam pela duplicação da Rodovia Régis Bitencourt (BR-116) desde que ela foi entregue ao tráfego, na década de 60. Segundo o prefeito de Registro, Samuel Moreira da Silva Júnior (PSDB), ex-presidente do Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Ribeira (Codivar), na época da construção, durante o regime militar, os políticos da região já queriam que a rodovia tivesse pista dupla, pois ligaria duas importantes capitais, São Paulo e Curitiba. O governo não cedeu."Depois de várias décadas de luta conseguimos que fosse duplicada em quase toda a extensão, mas justamente o trecho mais crítico ficou com pista simples". A pista corta reservas de mata atlântica com rios e cachoeiras, por isso a obra foi embargada por ambientalistas. Segundo Silva Júnior, os entraves ambientais já foram superados. Ele lamenta a demora do governo em completar a obra. "Estamos assistindo quase diariamente a acidentes com morte naquele trecho".O prefeito de Miracatu, Itamar Tavares de Mendonça (PFL), disse que o "gargalo" representado pelo trecho prejudica o desenvolvimento da região. "Temos a segunda maior produção de bananas do Estado, mas a cada acidente naquele trecho o escoamento para São Paulo é prejudicado". Para o diretor administrativo da prefeitura, Itamar Machado da Fonseca, a falta de acesso impede a instalação de indústrias na região. "A cada acidente como esse, o estigma de rodovia da morte se reforça e afugenta os empresários".Nesta segunda-feira, vários produtores de banana e peixes tiveram que retornar com as cargas que seriam levadas para o Ceasa a capital, por causa da interdição da pista. Muitos optaram por dar a volta, saindo pela região de Sorocaba, acrescentando quase 200 quilômetros à viagem.

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