Washington Alves/Reuters
Washington Alves/Reuters

Vale informa sobre bloqueios de recursos e imposição de multas

Justiça mineira decretou indisponibilidade e bloqueio de recursos no total de R$ 11 bi; Ibama impôs sanções de R$ 250 mi e Estado, no valor de R$ 99 mi

Letícia Fucuchima, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2019 | 05h33

Em comunicado divulgado na madrugada desta segunda, 28, a Vale informou que foi intimada das decisões da Justiça de Minas Gerais que decretaram indisponibilidade e bloqueio de recursos no total de R$ 11 bilhões após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG)

As liminares concedidas por juízes de plantão das comarcas de Belo Horizonte e Brumadinho também determinaram que a mineradora adote as "medidas necessárias para garantir a estabilidade da barragem 6 do Complexo Mina do Córrego do Feijão, se responsabilize pelo acolhimento e integral assistência às pessoas atingidas, dentre outras obrigações".

No documento, a Vale também diz ter sido intimada da imposição de sanções administrativas pelo Ibama, no valor de R$ 250 milhões, e pelo Estado de Minas Gerais, no valor de R$ 99,139 milhões.

Impactos do rompimento da barragem VI e ações emergenciais 

Em outro comunicado, a mineradora informa que, até as 18 horas de 27 de janeiro, 361 pessoas haviam sido localizadas, 305 pessoas permaneciam sem contato e 16 vítimas fatais haviam sido atestadas pelo Instituto Médico Legal (IML).

"A Vale continua com foco total nos esforços de socorro e apoio aos atingidos. O resgate e os atendimentos às vítimas no local continuam sendo realizados pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Equipes da Vale trabalham, ininterruptamente, junto com o Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, no apoio ao resgate das vítimas. 

A empresa colocou à disposição 15 torres de iluminação, retroescavadeiras, 40 ambulâncias, 800 leitos, um helicóptero para o apoio ao resgate e 1 milhão de litros de água potável, 1,6 mil litros de água mineral para a comunidade, além de atendimento em hospitais privados e mobilização de psicólogos", afirma.

Em relação ao deslocamento dos rejeitos, a empresa diz que, devido ao fato de a barragem estar inativa, os rejeitos se encontravam relativamente secos e, por isso, o deslocamento foi limitado. "O que está se deslocando na calha do rio é a água com nível de turbidez e cor alterados. Até a tarde de domingo, a água atingiu o Km 63 a partir do ponto de rompimento da barragem. Entretanto, os rejeitos ainda não estão estáveis, podendo haver movimentações com mais intensidade dependendo das condições climáticas, sobretudo eventuais chuvas sobre a região afetada"

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