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Vale vê chance menor de rompimento de barragem em Barão de Cocais

Talude teve velocidade de deformação de 20,4 cm por dia; temor é de que queda de parede de contenção provoque abalo sísmico com intensidade suficiente para fazer romper a estrutura

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

29 de maio de 2019 | 01h29

BELO HORIZONTE - A Vale informou nesta terça-feira, 29, que as últimas análises do talude (parede de contenção) da mina em Barão de Cocais (MG) apontam para “maior probabilidade de deslizamento do material para dentro da cava”, o que reduziria o impacto e a chance de rompimento da barragem. 

O talude teve nesta terça velocidade de deformação de 20,4 cm por dia, com pontos mais críticos a 25,9 cm. No dia anterior, os valores eram de 18 cm e 21,5 cm, conforme o último relatório da Agência Nacional de Mineração (ANM).

O principal temor é de que a queda de volume expressivo do talude provoque abalo sísmico com intensidade suficiente para fazer romper a barragem. A estrutura já se encontra desde março em nível 3 de emergência, que significa ruptura iminente, depois de uma auditoria ter se negado a fornecer laudo de estabilidade para a represa.

"Hoje temos mais elementos de análise sobre o comportamento do maciço, nos mostrando que está acontecendo um deslizamento para o fundo da cava. Com isso, há uma grande possibilidade do talude se acomodar dentro da cava, sem maiores consequências", explica Marcelo Barros, diretor de operações da Vale.

Os bombeiros mantêm operação em Barão de Cocais. Estão no município um efetivo de 23 homens e oito viaturas, em atividades de orientação em escolas e acompanhamento de obras que a Vale realiza para tentar atenuar o impacto da lama, em caso de rompimento.

 

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