''Vamos esperar a condenação''

O advogado aposentado Geraldo Novaes Pinto, pai da psicóloga Renata Novaes Pinto, assassinada em novembro do ano passado, na Vila Madalena, na zona oeste, disse anteontem que a prisão dos quatro suspeitos do crime trouxe uma sensação de alívio para a família. "Não houve impunidade. Vamos esperar a condenação." Emocionado, Pinto afirmou que a filha era muito ética e jamais comentou sobre a vida de seus pacientes dentro de casa e tampouco de ameaças. "Era uma obrigação como psicóloga." Segundo ele, a hipótese mais provável para a execução da vítima foi a divulgada recentemente pela Polícia Civil. A investigação mostra que seria um crime encomendado pelo marido de uma paciente que teria se separado durante o período das sessões. Na semana passada, quatro homens, um deles ex-PM, foram presos e apresentados pelo delegado da 3ª Seccional (Oeste), Jorge Carlos Carrasco. Segundo Carrasco, o ex-PM Claudemir Macario seria o responsável por coordenar o assassinato. José Neudes é apontado como o homem que contratou uma dupla para perseguir a psicóloga. José Nilton Silva teria a função de matar a vítima e Claudemir Rossi teria recebido R$ 2 mil em dinheiro para dirigir a moto no dia do crime. Renata foi morta aos 44 anos com três tiros na cabeça. O que motivou o crime? O que consta no inquérito. A chefe da Renata, a do instituto de psiquiatria (da Unifesp), diz no depoimento que uma paciente teria relação com a morte da minha filha. O senhor tem acompanhado o desfecho do caso? Sim. Sem dúvida, a prisão (dos quatro suspeitos) me deu um pouco mais de sossego. E o seu genro, como está? E o resto da família? Estamos todos nos refazendo, como eu disse. O pai dos meu netos está na ativa, mas eu também tenho apoiado, como avô e pai. O senhor sabia que sua filha vinha sendo ameaçada? Nunca. Em casa ela era discreta e não falava essas particularidades.

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