Vândalos fazem arrastão em cemitério

50 sepulturas foram danificadas; prejuízo chega a R$ 50 mil

Cláudio Dias, ARARAQUARA, O Estadao de S.Paulo

22 de março de 2008 | 00h00

Vândalos fizeram na madrugada de ontem um arrastão em quase 50 sepulturas espalhadas em duas quadras do Cemitério São Bento, no centro de Araraquara, a 270 quilômetros de São Paulo. O segurança responsável pela ronda disse não ter ouvido nada. Os estragos só foram descobertos de manhã e deixaram os funcionários indignados, ainda mais por ser Sexta-Feira Santa. O prejuízo está estimado em quase R$ 50 mil e deverá ser coberto pelas próprias famílias lesadas.Para o administrador do cemitério, Antonio Donizete Galeazi, tudo indica que o grupo tenha descido uma avenida do cemitério chutando o que encontrava pela frente. Eles miraram os túmulos maiores e deixaram de lado os mais simples. Estátuas foram tombadas e acabaram amassando vasos de bronze. Pedaços de granito dos túmulos, alguns com mais de 15 centímetros de espessura, foram quebrados. Uma estátua de Jesus Cristo que pesa mais de 120 quilos teve a mão decepada. "Eles ainda deixaram a mão para mostrar o que fizeram", relatou Galeazi. Até as fotografias colocadas pelas famílias em porta-retratos de louça em homenagem aos mortos acabaram em pedaços. Em um dos túmulos, os vândalos chutaram e tombaram parte da sepultura. "Nunca vi nada parecido aqui no cemitério", disse o administrador. Funcionários foram chamados para limpar o local, que apesar dos estragos registrou ontem um grande número de visitantes. A administração informou que os túmulos só serão consertados a partir de segunda-feira, após a Páscoa.O caso foi registrado na delegacia da cidade, mas ainda não começou a ser investigado. O comandante da Guarda Civil Municipal, coronel Nicolau Waldemar Lambort, reconhece a fragilidade na segurança. "Vou sugerir um aumento no muro para tentar, no mínimo, dificultar novas ações." No começo do mês, guardas prenderam três adolescentes com 44 placas de bronze furtadas do cemitério. Eles foram ouvidos e liberados. O cemitério central de Araraquara abriga quase 12 mil sepulturas.

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