Vans voltam a protestar contra licitação

Motoristas de lotação fizeram nova manifestação ontem para protestar contra a decisão do governo de licitar as linhas de vans que circulam pelo Grande Rio. As Polícias Militar e Rodoviária Federal montaram barricadas nas principais vias de acesso à cidade e diversas vans ficaram retidas. Na semana passada, os topiqueiros, como são chamados esses motoristas, entraram em confronto com a PM na frente do Palácio Guanabara.A movimentação dos motoristas de lotação começou por volta das 6 horas.Eles se deslocaram da Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo em direção ao centro da cidade. Houve engarrafamentos na Rodovia Washington Luiz, Linha Vermelha e Avenida Brasil, que chegou a ter uma das três faixas interditada. Os veículos acabaram retidos nas barreiras montadas pela polícia.Parte seguiu para o centro, mas dezenas de vans foram conduzidas para o pátio da Polícia Rodoviária Federal.Os topiqueiros que conseguiram chegar ao centro fizeram manifestação pacífica. Com cartazes, exigiam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostas irregularidades no Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), órgão que coordena a licitação. Segundo o sindicato da categoria, se forem mantidas as regras do governo, o número de vans cairá de 1.805 para 691. O governo disse que não vai recuar e manterá o edital. Os motoristas chegaram a interditar um trecho da Rua Buenos Aires até a Avenida Rio Branco, no centro do Rio. Eles se posicionaram na frente do Detro, na Rua do Rosário, mas não houve registro de confrontos na região.MANIFESTAÇÃO Na terça-feira passada, pela manhã, motoristas de lotação enfrentaram PMs na frente do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio. Eles protestavam contra licitação para o transporte alternativo na Região dos Lagos e Costa Verde. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e duas foram presas. Policiais lançaram spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo. Os manifestantes revidaram com paus, pedras e até batatas com pregos. À tarde, os 66 motoristas que venceram a licitação tiveram de deixar o palácio escoltados.

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