Vaquinha para ajudar petista

Vaquinha para ajudar petista

Para sindicato, a punição do TSE a Lula é 'injusta'; 'vai sair do nosso bolso', diz dirigente

Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2010 | 00h00

Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo estão organizando uma vaquinha para tentar quitar a multa de R$ 10 mil que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por propaganda eleitoral antecipada em favor da presidenciável do PT, ministra Dilma Rousseff. Os ministros do TSE entenderam que na inauguração da sede do sindicato, em 22 de janeiro, Lula fez propaganda pró-Dilma.

"Consideramos a multa injusta. Ele nos deu a honra de vir à casa dos trabalhadores e ainda por cima é punido?", diz o presidente do sindicato, Antonio Neto. E afirma que o dinheiro não sairá do caixa da entidade, o que é vetado por lei. "Vai sair do bolso dos dirigentes."

Antonio Neto, que também é presidente da CGBT, disse que houve consenso entre os 54 diretores da instituição em cotizar o débito. Indagado se Lula não poderia arcar com a multa, ponderou: "Lula não pode pagar isso, eu acho que ele ganha muito pouco para exercer a Presidência." Segundo Neto, caso Lula recuse a oferta, o dinheiro será devolvido aos que fizeram a contribuição.

O dirigente informou, ainda, que no dia 29 estará com o presidente Lula no anúncio do PAC 2. "Vou comunicar diretamente a ele que nós, como amigos, fazemos questão de contribuir para o pagamento de uma multa que consideramos injusta." A campanha de cotização estará aberta também a filiados e simpatizantes, complementa Neto.

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