Vassoura já foi 'arma' eleitoral

O símbolo não é novo. Na campanha de 1960, o candidato presidencial Jânio Quadros e a classe média que o apoiava uniram-se de vassouras para "limpar a vida pública" dos males dos governos populistas que conduziam o Brasil desde o fim da ditadura do Estado Novo, em 1945. O utensílio foi transformado em estandarte de palanque em um País ressabiado com a crise econômica que se avizinhava e traumatizado por tentativas de golpe. A vassoura estava presente até no jingle da campanha, em ritmo de marchinha. Vitorioso, Jânio combinou medidas de pretensa moralização da vida pública a ordens bizarras, dadas por bilhetinho. Renunciou, porém, em agosto de 1960, após condecorar Che Guevara. Esperava ser reconduzido, mas a manobra fracassou. A vassoura foi para casa e não voltou mais ao Planalto.

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2011 | 06h09

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