Antonio Lacerda/EFE
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Vaticano: protestos não são contra o papa ou a Igreja

Neste momento, não há nenhum fator que faria Francisco mudar seu roteiro no Brasil, mas, se houver alguma recomendação das autoridades, o Vaticano vai 'avaliar', segundo porta-voz; para Abin manifestações são ameaça na visita

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

17 Julho 2013 | 07h29

Atualizado às 9h45

CIDADE DO VATICANO - O Vaticano se distancia das manifestações no Brasil, se diz "sereno" em relação aos protestos e insiste que tem "plena confiança" nas autoridades nacionais para garantir a proteção da viagem do papa ao País. Na segunda-feira, 22, Francisco desembarca no Brasil para sua primeira viagem internacional. Mas os protestos são considerados a principal ameaça à visita, segundo a própria Abin. Para o Vaticano, no entanto, não há, hoje, nenhum fator que faria o papa mudar o roteiro ou a programação da viagem. Mas, se houver alguma recomendação nesse sentido, irá "avaliá-la".  "As autoridades sabem melhor o que fazer", afirmou na manhã desta quarta-feira, 17, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

O discurso oficial do Vaticano é o de distanciamento dos eventos no Brasil. "Sabemos que há uma situação de manifestações nas últimas semanas no Brasil. Mas temos confiança que a cidade e as autoridades irão gerar a situação e vemos com total serenidade a situação", disse Lombardi. "Não é um confronto com o papa ou com a Igreja", insiste o porta-voz. "Tenho certeza de que será uma belíssima organização."

O Vaticano também explicou que a decisão de ir a Aparecida (SP) foi do papa e que ele é um devoto de Nossa Senhora. "Ele irá pedir proteção para seu pontificado que está começando", completou Lombardi.

A viagem de Francisco ao Brasil será a primeira de um papa ao exterior sem a presença do papamóvel blindado, desde 1981. Para Lombardi, é com um jipe aberto que o papa se sente "melhor, mais comunicado com as pessoas". Em 1981, o papa João Paulo II sofreu um atentado em Roma que mudou os hábitos do Vaticano.

Gastos. Lombardi ainda saiu em defesa dos gastos públicos com a Jornada Mundial da Juventude e da própria visita do papa. "Não se trata de dinheiro jogado no mar", declarou.

Segundo ele, essa questão já vem marcando a maioria das viagens de papas no passado. "A maior parte da população brasileira é católica e está contente com a visita do papa", declarou Lombardi.

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