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Vaticano reforça que homossexuais ou apoiadores da 'cultura gay' não podem ser sacerdotes

Texto aprovado pelo papa aborda ainda necessidade de prudência na inclusão de religiosos no mundo digital

O Estado de S. Paulo

07 Dezembro 2016 | 22h56

Um decreto sobre a formação de sacerdotes publicado nesta quarta-feira, 7, pelo Vaticano reforça a obrigatoriedade de abstinência sexual e estipula que o acesso ao sacerdócio está formalmente proibido aos homossexuais ou a aqueles que apoiem "a cultura gay".

"A Igreja, respeitando as pessoas afetadas, não pode admitir no seminário nem nas ordens sagradas aqueles que pratiquem a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiem o que se conhece como cultura gay", estipula o documento, publicado na noite desta quarta-feira, 7, pelo Osservatore Romano, diário oficial do Vaticano.

Este novo guia completo de formação, com uma centena de páginas, aprovado pelo papa, atualiza uma versão anterior de cerca de trinta anos. No entanto, a não admissão de pessoas que apresentem tendências homossexuais já havia sido especificada pela Igreja Católica em 2005.

O texto faz uma exceção para as "tendências homossexuais que sejam unicamente a expressão de um problema transitório como, por exemplo, o de uma adolescência ainda não finalizada".

O documento lembra a necessidade de uma "imposição voluntária da continência". Seria "gravemente imprudente admitir ao sacramento da ordem um seminarista que não tenha alcançado uma afetividade madura, serena e livre, casta e fiel ao celibato", escreve o decreto.

O guia aborda ainda outros temas, como a revolução digital. "É necessário observar a prudência que se impõe em relação aos riscos inevitáveis de frequentar o mundo digital, incluindo as diferentes formas de dependência que podem ser tratadas por meios espirituais e psicológicos adequados", diz o texto.

Ao mesmo tempo, "será oportuno que as redes sociais formem parte da vida cotidiana do seminário", acrescenta. Pois convém aproveitar "as possibilidades das novas relações interpessoais, de encontro com os demais, de confrontação com o próximo e de testemunho da fé", segundo o Vaticano, muito ativo nas redes sociais. /AFP

 

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