Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

Vazamento de esgoto em Niterói é investigado como crime ambiental

Enxurrada de lama e dejetos deixou 10 pessoas feridas e arrastou mais de 20 carros; empresa Águas de Niterói informou que irá arcar com prejuízo de moradores e comerciantes

Tiago Rogero, Estadão.com.br

18 Abril 2011 | 17h01

RIO - O rompimento do tanque de uma estação de tratamento de esgoto em Niterói, no Rio, ocorrido neste domingo, 17, está sendo investigado como crime ambiental pela Polícia Civil. Hoje, um dia depois da enxurrada de lama e dejetos que deixou 10 pessoas feridas e arrastou mais de 20 carros, funcionários da concessionária Águas de Niterói, responsável pela estação, ainda trabalhavam na limpeza de ruas, casas e estabelecimentos.

 

Peritos da delegacia de Proteção ao Meio Ambiente estiveram na estação, próxima ao Mercado de São Pedro, tradicional entreposto de pescados no bairro Ponta da Areia. Segundo o delegado Fábio Pacífico, a empresa pode ser indiciada, já que o acidente colocou em risco a saúde das pessoas - algumas chegaram a ingerir a água que vazou. "A questão agora é saber se a poluição foi culposa ou dolosa", disse.

 

De acordo com o diretor da Águas de Niterói, Dante Luvisotto, a empresa vai arcar com os prejuízos de moradores e comerciantes. "Em um ou dois dias deve ficar pronto o laudo com os motivos do acidente, e na próxima semana ou, no máximo, na outra, vamos começar a reconstrução do tanque", disse. Luvisotto garantiu que o serviço de tratamento de esgoto em Niterói não foi afetado.

 

Entre os feridos, oito foram liberados e dois transferidos do Hospital Estadual Azevedo Lima para o Hospital das Clínicas de Niterói, onde permanecem internados. Segundo o boletim médico, Rosival dos Santos, de 49 anos, sofreu escoriações pelo corpo e fraturou o ombro. Já Romildo Gomes de Souza, de 53 anos, está na Unidade de Vigilância Clínica para um período de observação de 24 horas depois de ter sofrido traumatismo craniano e leves escoriações. Ainda segundo o boletim, ambos não correm risco de morrer.

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