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Cinco ficam feridos em tentativa de furto de gasolina no Rio

Menina caiu em poça de combustível puro, teve 80% do corpo queimado e está em estado grave. Criminosos fugiram

Bianca Gomes, Fábio Grellet e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 07h36
Atualizado 26 de abril de 2019 | 23h21

SÃO PAULO - Uma menina de 9 anos teve 80% do corpo queimado e está em estado grave após cair em uma poça de gasolina que vazou de um oleoduto da Transpetro (subsidiária da Petrobrás responsável por transporte de combustíveis) em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). O vazamento aconteceu quando criminosos furaram a tubulação, em tentativa de furto de combustível, na madrugada desta sexta-feira, 26. Outras quatro pessoas ficaram feridas, mas não correm risco de morte.

A estudante Antonia Cristina Pacheco, de 9 anos, saía de casa às pressas, por volta das 3h, para escapar do cheiro forte do combustível quando caiu em uma poça. Nela,  havia gasolina tipo A, versão pura do produto, que provoca queimaduras e é capaz de derreter materiais. Como ainda não é misturada ao etanol anidro e outras substâncias, não pode ser comercializada.

Antonia teve queimaduras nas mãos, nos braços e nas pernas. Foi levada ao Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna (distrito de Duque de Caxias), onde está internada no CTI pediátrico.

Entre os demais feridos estão outros moradores da região, como Antônio da Silva, de 53 anos, e o funcionário da Transpetro Olavo Pacífico dos Santos, de 51 anos, que afundou em um buraco enquanto tentava conter o vazamento. Eles sofreram queimaduras menos graves do que a menina.

A correria começou por volta de 1h, depois que criminosos tentaram furtar combustível do oleoduto situado no Parque Capivari. Eles furaram um duto, mas a operação não deu certo e então fugiram. A gasolina ficou vazando pelo furo e o esguicho chegou a dez metros de altura, segundo relato de moradores das imediações. Devido ao cheiro forte, tiveram que deixar suas casas durante a madrugada, em meio à névoa do combustível espalhada no ar.

O vazamento foi controlado no fim da manhã, segundo a Transpetro, mas muitos moradores não haviam sido autorizados a retornar mesmo à noite. Segundo a Transpetro, durante o dia houve risco de explosão, mas isso não aconteceu. Os criminosos não tinham sido identificados nem presos até a noite de sexta-feira.

Em nota, a Transpetro afirmou que equipes de emergência da companhia foram imediatamente para a área, que permaneceu isolada.

“A Transpetro está tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança da comunidade do entorno, mobilizando todos os recursos para minimizar os impactos dessa ocorrência e prestando assistência às pessoas afetadas. As operações do duto foram interrompidas e as autoridades competentes comunicadas”, diz o texto. “A companhia colabora com as investigações das autoridades e tem como maior preocupação a segurança das famílias, pois intervenções criminosas nos dutos podem trazer riscos para a comunidade, como incêndios e explosões.”

A Prefeitura de Duque de Caxias informou que agentes da Defesa Civil Municipal foram ao local para orientar moradores a deixar suas casas e procurar locais seguros. A Secretaria Municipal de Educação informou que, devido ao acidente, foram fechadas duas unidades educacionais: a Escola Municipal Barão do Amapá e a Creche e Centro de Atendimento à Infância Caxiense.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, algumas crianças deram entrada e ficaram em observação no Hospital Infantil Ismélia da Silveira com sintomas alérgicos sem gravidade.

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