Veículo deve reduzir poluente

Conama baixa emissão de óxido de nitrogênio

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

19 Agosto 2009 | 00h00

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) deve publicar, no próximo mês, nova resolução que determina redução de até 33,3% da emissão do poluente óxido de nitrogênio (NOx) por carros e pequenos caminhões. Pelo texto que ainda será votado para entrar em vigor, as 26 montadoras terão prazo até 2013 para adaptar seus produtos e produzir veículos menos poluidores. Rudolf de Noronha, coordenador do programa de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente, entidade que coordena o projeto de alteração dos níveis máximos de poluição, afirmou que os novos valores já foram definidos. "A tendência é que seja aprovada do jeito que está, já que fizemos reuniões com todas as entidades envolvidas." A proposta é que os veículos leves movidos a gasolina, que hoje podem emitir até 0,12 grama de NOx por Km, devem ajustar para 0,08. Os que utilizam diesel também devem reduzir em 18,5% o padrão de emissão (veja ao lado). A Associação Nacional dos Fabricantes dos Veículos Automotores (Anfavea) afirmou que concorda com os padrões e acha possível fazer as adaptações no prazo estipulado. "Cada montadora usará a sua tecnologia, mas com certeza serão necessários catalisadores mais eficientes e até mecanismos que reutilizem os gases emitidos", afirmou o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Anfavea, Henry Joseph Junior. José Goldemberg, do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomércio, pondera que, além da mudança dos padrões, são necessárias outras medidas, caso contrário o crescimento progressivo da frota anulará os benefícios trazidos pela restrição. LAVAGEM NA POLUIÇÃO A chuva de ontem ajudou a melhorar a condição atmosférica da capital paulista que, há quase uma semana, sofria com o tempo seco, ideal para a concentração de poluentes veiculares. A temperatura caiu 4°C. O clima deve continuar chuvoso até sexta-feira. No fim de semana para de chover, mas o frio aumenta. As máximas não devem ultrapassar 20°C. As informações são do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

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