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Veja quais são as 21 cervejas produzidas pela fábrica investigada em MG

Ministério da Agricultura determinou recolhimento de todos os produtos da cervejaria Backer; venda está proibida até que seja descartada possibilidade de contaminação dos produtos

Leonardo Augusto, especial para, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2020 | 19h38

BELO HORIZONTE - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou nesta segunda-feira, 13, o recolhimento e a suspensão da comercialização de todos os produtos da cervejaria mineira Backer fabricados entre outubro de 2019 e 13 de janeiro de 2020. A medida vale também para chopes. 

Veja quais os 21 rótulos comercializados pela Backer

  • Belorizontina
  • Backer Pilsen
  • Backer Trigo
  • Backer Pale Ale
  • Brown
  • Medieval
  • Pele Vermelha
  • Bravo
  • Exterminador de Trigo
  • Três Lobos
  • Capitão Senra
  • Corleone
  • Tommy Gun
  • Diabolique
  • Backer Pilsen Export
  • Backer Bohemia Pilsen
  • Julieta
  • Reserva do Proprietário
  • Fargo 46
  • Cabral
  • Cacau Bomb

A venda está proibida até que seja descartada a possibilidade de contaminação dos produtos. A Backer vem sendo investigada depois da morte de uma pessoa e a internação de outras dez que teriam consumido a cerveja Belorizontina, fabricada pela empresa mineira. A Backer foi interditada pelo próprio ministério da Agricultura no último dia 10, sexta-feira.

Segundo informações da Polícia Civil, até o momento houve confirmação para a presença do dietilenoglicol em três lotes da cerveja Belorizontina comercializados em Belo Horizonte e no Espírito Santo. Já houve a confirmação da substância no organismo de quatro pessoas que consumiram a bebida e passaram mal.

Nesta segunda-feira, 13, a polícia informou que foi encontrado também monoetilenoglicol em um chiller da fábrica da Backer em Belo Horizonte. O chiller é uma serpentina que circula o tanque em que a cerveja é armazenada. As duas substâncias são utilizadas para resfriamento e, conforme a Polícia Civil, ambos são altamente tóxicos.

Nota do Ministério da Agricultura afirma que "além da cerveja Belorizontina, o Ministério da Agricultura intimou a cervejaria a realizar recall de todas as cervejas e chopps de todas as marcas produzidas no período de outubro de 2019 até a presente data, ficando a sua comercialização suspensa até que seja descartada a possibilidade de contaminação de demais produtos. Até o momento não há resultado laboratorial que confirme a presença de etilenoglicol ou dietilenoglicol em outras marcas de cerveja da empresa, estes produtos estão sendo analisados e, caso existam resultados positivos, novas medidas serão adotadas".

A cervejaria Backer afirmou, em nota, "que segue colaborando, sem restrições, com as investigações", e que "segue apurando internamente o que poderia ter ocorrido com os lotes de cerveja apontados pela polícia. A Backer adianta que, na semana passada, solicitou uma perícia independente e aguarda os resultados. Reitera que, em seu processo produtivo, utiliza, exclusivamente, o agente monoetilenoglicol."

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