Arquivo pessoal/Estadão
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Veja repercussão da morte de cinegrafista entre autoridades e entidades

Santiago Andrade, da Band, morreu na manhã dessa terça-feira, 10, aos 49 anos, depois de cinco dias internado em estado grave

O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2014 | 09h22

A morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido na cabeça por um rojão no dia 6 durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus no Rio, causou comoção entre autoridades e entidades ligadas ao jornalismo e aos direitos humanos no Brasil. O profissional, que trabalhava para a Band e filmava o ato no momento do incidente, morreu na manhã dessa terça-feira, 11, aos 49 anos, acirrando a discussão sobre o uso da violência nas manifestações. Veja a repercussão do caso:

 

Dilma Rousseff

Presidente da República, no Twitter

"Não é admissível que os protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito por vidas

humanas. E liberdade de manifestação é um princípio fundamental da democracia

e jamais pode ser usada para matar, ferir, agredir e ameaçar vidas humanas, nem depredar patrimônio público ou privado"

 

Sérgio Cabral

Governador do Rio

"O Estado se solidariza com a família de Santiago. E busca, observando o devido processo legal, a autoria do crime para que o responsável possa ser submetido à Justiça"

D. Orani Tempesta

Arcebispo do Rio, indicado a cardeal pelo papa

"Temos não apenas que nos colocar mais protegidos diante das manifestações, mas levar o País a ter manifestações mais pacíficas, que possamos conversar"

Marcos da Costa

Presidente da OAB-SP

"A OAB-SP repudia os atos de violência e vandalismo... Precisamos não apenas de legislação proibindo a venda indiscriminada (de fogos de artifício), mas também de fiscalização mais efetiva, evitando a fabricação de artefatos de má qualidade e a comercialização, sem rígida observância de proibições legais"

Maria do Rosário

Ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos

"É inaceitável e criminoso o uso de artefatos que podem matar. Tal prática em manifestações é avessa à democracia e aos Direitos Humanos. Vamos fazer recomendações para prevenir essa violência"

Prefeitura do Rio

"O prefeito espera que a tragédia ajude a sociedade a refletir sobre os limites entre o direito democrático de manifestação e os abusos que culminam em atos de vandalismo e violência"

Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

"A ABI, Casa do Jornalista, conclama a sociedade para um amplo debate em torno do relevante papel da imprensa no Estado Democrático de Direito e para a imperiosa necessidade de regulamentação de leis que ampliem e reforcem a segurança da imprensa"

Associação Bras. de Jornalismo Investigativo (Abraji)

"É o primeiro caso fatal envolvendo jornalistas atacados durante os protestos de rua, mas os incidentes têm se multiplicado. A violência sistemática contra profissionais da imprensa constitui atentado à liberdade de expressão"

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert)

"A morte do cinegrafista deve fazer com que governos e órgãos de segurança adotem procedimentos para garantir o trabalho da imprensa"

Associação Comercial do Rio (ACRJ)

"Não bastaram os prejuízos causados aos bens públicos e privados, agora agem de maneira brutal contra a vida de um trabalhador"

Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio

"(A morte)provoca indignação em todos nós, jornalistas que lutamos pela segurança dos que trabalham nas ruas e, sobretudo, contra a violência nas manifestações. Exigimos uma apuração rigorosa por parte do Estado em busca dos culpados pela morte do nosso colega e também a adoção de regras claras de segurança do trabalho nas empresas jornalísticas"

Associação Nacional de Jornais (ANJ)

"A Associação Nacional de Jornais lamenta profundamente a morte do cinegrafista Santiago Iídio Andrade e manifesta solidariedade a seus familiares e companheiros de trabalho. É alarmante a morte de um profissional de jornalismo no exercício de sua atividade, como decorrência de ato de violência em manifestação popular. Diversos profissionais de jornalismo já foram vítimas de violências nas manifestações que vêm ocorrendo no País desde junho do ano passado, em atos de manifestantes e também de policiais. A trágica morte de Santiago, segundo investigação policial, é consequência de comportamento criminoso, em total desprezo aos mais elementares princípios de cidadania e de respeito aos direitos humanos. Além da apuração do crime e punição dos culpados, é urgente que as autoridades tomem providências para controlar a violência que vitima profissionais com a missão de informar a sociedade"

TV Bandeirantes

"A tragédia que envolve a morte do cinegrafista Santiago Andrade - e que nos deixa arrasados diante da perda de um companheiro querido - é mais uma evidência de que a desordem está imperando nas ruas de nossas cidades. O desvairado que soltou a bomba assassina é um exemplar conhecido de baderneiro, como tantos que vêm espalhando o terror, infiltrados entre manifestantes. A Band vai acompanhar e exigir, passo a passo, as investigações, o processo e a condenação desse assassino e de seu grupo. E, ao fazer isso, estará solidária não só com a família de Santiago Andrade, mas com toda a família brasileira"

Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (Arfoc) 

"Nós exigimos que as autoridades de segurança instaurem, imediatamente, uma investigação criminal para apurar quem defende, financia e presta assessoria jurídica a esse grupo de criminosos, hoje assassinos, intitulados black blocs"

Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj)

"É preciso que não se tome este caso como justificativa para a repressão à liberdade de expressão e manifestação daqueles que protestam em atos pacíficos por legítimas reivindicações populares. Que se punam os autores da agressão, não a sociedade, por exigir das autoridades serviços públicos de qualidade e democracia"

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