Velocidade determina o valor

Enviei correspondência via Sedex para outro Estado e paguei R$ 22,70 (envelope com duas folhas sulfite). Considerando o valor extorsivo, perguntei à funcionária quanto pagaria para enviar por correspondência simples: R$ 1. Questionei então qual seria a razão de os Correios cobrarem pelo Sedex 22 vezes mais, ao que ela me respondeu que, por Sedex, tenho a garantia de que a correspondência chegará ao destino e, caso não chegue, tenho direito a um seguro no valor de R$ 285. Quanto ao prazo de entrega, é o mesmo para as duas modalidades, ou seja, dois dias úteis. Poderia a empresa justificar o que encarece de forma tão exorbitante o Sedex? Optando pela correspondência comum, apesar de o cidadão pagar pelo serviço, ela está sujeita a desaparecer no caminho? Torço para perderem minha correspondência e receber o seguro.FREDERICO FONTOURA LEINZSão PauloA assessora de Imprensa dos Correios, Cláudia Valente, informa que os Correios possuem diversos tipos de produtos e serviços para atender a todas as necessidades dos seus clientes. Na modalidade de encomendas expressas há o Sedex, Sedex 10, Sedex Hoje e Sedex Mundi. Cada serviço possui um diferencial e os preços são definidos em razão da velocidade de entrega, do peso, dos valores a eles agregados e das garantias oferecidas. A carta simples, por sua vez, possui prazos de entrega maiores que os do Sedex. Os serviços de encomendas expressas demandam uma logística diferenciada, o que acarreta custos. Há diversas opções de envio, que vão desde a carta social, por R$ 0,01, às encomendas expressas, com seguro embutido para o caso de extravio ou avarias.Atender prontamente?Em julho solicitei à SKY um ponto adicional em minha residência. Efetuei o pagamento e recebi pelos Correios o aparelho. Dias depois, um técnico veio fazer a instalação e, por causa de uma impossibilidade técnica, ela não pôde ser concluída. Solicitei a devolução do valor, R$ 599, e a retirada do equipamento, mas até 9 de dezembro o problema não havia sido solucionado. A SKY respondeu que eu deveria enviar o aparelho pelos Correios e que, após essa data, receberia o valor pago. Postei-o no dia 20/10, mas até hoje nada! Há um grande descaso por parte dos atendentes do SAC. Desisti de ligar após várias tentativas sem sucesso.SEITI L. ANAGUSKOSão PauloO diretor de Relacionamento da SKY, Eduardo Belham, diz que um dos seus objetivos é atender a todos os clientes o mais prontamente possível. A empresa lamenta pelos transtornos causados e esclarece que uma funcionária entrou em contato com o leitor informando que o estorno estará expresso na próxima fatura ou na subseqüente.Esse telefone não existeDesde o começo do ano venho recebendo telefonemas das Casas Bahia procurando por um tal de Wesley. Já informei inúmeras vezes que em casa não mora nenhum Wesley, que não conheço o tal de Wesley, que o telefone não é do Wesley, que este número de telefone está comigo há 20 anos - em vão. Na semana seguinte ligam de novo, fazendo as mesmas perguntas. Concordo que eles têm de correr atrás do prejuízo, mas ao receber as mesmas informações deveriam perceber que estão ligando para o número errado. É permitido pelo Código de Defesa do Consumidor incomodar de tal maneira pessoas que não têm nada que ver com o caso? E, Telefônica, como é possível o número 3323-2800, que me atormenta desde o começo do ano, não existir? Essa é a informação que escuto ao ligar para ele.CARMEN A. C. EWERT São PauloMarilza Lima, do Serviço de Atendimento ao Consumidor das Cassas Bahia, informa que já foi efetuada a exclusão do número de telefone do cadastro da cliente. Seus Direitos: A intimidade e a paz do lar de cada família são atributos essenciais à dignidade da pessoa humana. São limites máximos - muralha de aço - à intromissão e à perturbação alheia. Portanto, se esse Wesley nunca morou e não existe na residência da senhora Carmem, bastava essa informação, uma só vez, aos ávidos cobradores das Casas Bahia, e estes jamais deveriam voltar a telefonar para a casa da reclamante. Não tendo observado tal cautela, os ?caçadores de Wesley?, pela insistência, desrespeitaram o sossego alheio, ato que poderia ser denunciado à polícia por configurar contravenção penal, na modalidade de "perturbação da tranqüilidade", com pena de prisão simples de 15 dias a dois meses ou multa. A persistência das ligações telefônicas, em casos como o citado, também enseja o direito à reparação por dano moral em favor da vítima do incômodo. JOSUÉ RIOS, advogado, é especialista em Direito do Consumidor e colunista do JT. As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.