Vence o prazo e bloqueio de celulares não será renovado

O juiz-corregedor do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), Alex Tadeu Monteiro Zilenovski, decidiu nesta quarta-feira, 7, não renovar o bloqueio de sinal de celular no entorno de seis presídios paulistas e cobrou do Executivo uma postura mais ativa no combate ao crime. Durante a onda de ataques do PCC, ele determinou que se bloqueasse, por 20 dias, o sinal nas penitenciárias de Avaré, Presidente Venceslau; Iaras, Araraquara, São Vicente e Franco da Rocha, para cortar a comunicação dos líderes da organização. A medida, que vence hoje, poderia ser prorrogada por prazo igual."Fato é que a medida revelou-se corajosa, útil, adequada e eficaz, porém, não pode durar para sempre, mesmo porque, o dever de impedir a entrada de celulares nos presídios é do Poder Executivo Estadual", afirmou.No despacho, o juiz chama o governo do Estado, em especial a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), a analisar os "outros meios de que se valem os criminosos profissionais para passar suas ordens aos seus soldados soltos ou presos", como comunicação por pessoas, rádios piratas, walkie-talkies e outros. Segundo o juiz, a solução do problema passa por ações sérias, "dever de todo aquele que recebe do Povo a nobre missão de representá-lo, defendê-lo e tratar de seus interesses."Ao fim da decisão, Zilenovski determinou que todas as informações técnicas e factuais sobre o bloqueio devem ser anexadas ao processo, copiadas e enviadas, para servir de exemplo, à SAP, ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, ao Congresso Nacional, à Assembléia Legislativa, ao governo federal (responsável pela Anatel) e aos juízes corregedores das penitenciárias abrangidas pela medida.

Agencia Estado,

07 de junho de 2006 | 19h04

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