Verão exige cuidado especial com seu bichinho

Sair para passear com animal em horários de sol menos intenso e cuidado com insetos estão entre as dicas

Da Redação,

07 de janeiro de 2009 | 13h07

Assim como os humanos, os animais de estimação precisam se adaptar ao calor e a umidade. A hipertermia, as infestações de ectoparasitas, as picadas de mosquitos e pernilongos, as viroses e doenças de peles são alguns dos problemas que acometem os animais nesse período.   Veja também:  Mais proteção no caminho do litoral  Fotos de banhistas aproveitando o verão      Veja praias impróprias   30 destinos para passar bem o verão      Os cães não transpiram como o homem, através do suor, sendo a respiração a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Dessa maneira, quando submetidos ao calor ambiental intenso ou situações de estresse podem não ter condições de perder calor e entrar no processo conhecido como hipertermia.   Cães braquicéfalos, ou seja, que tem o focinho curto, como os bulldogs, pugs, boxers, shih tsus, lhasas apso, boston, entre outros, sofrem mais com as altas temperaturas devido à anatômica dificuldade de respirar e perder calor. "Por isso não devemos nunca submeter os cães a situações de intenso calor ambiental como banho e tosa, passeios em horários mais quentes e úmidos, ficar dentro de carros parados ou em viagem longas, e outras situações de estresse", explica o médico veterinário Marcelo Quinzani. "Nessa época do ano os animais devem ficar em ambiente agradável e sombreado sempre com muita água fresca disponível."   Durante o verão também é mais comum a proliferação das pulgas, mas os carrapatos podem também infestar os animais. Nesse caso deve-se intensificar o uso dos preventivos, levando em conta que a freqüência maior de banhos diminui o período de ação da maioria dos produtos usados no controle dos ectoparasitas. Neste caso, manter a pelagem do animal curta ajuda na visualização dos possíveis parasitas. "Na hora do banho é preciso observar se existe ou não a presença dos parasitas, possíveis lesões por picadas, áreas avermelhadas pelo corpo ou mesmo hematomas", recomenda. "No caso da presença de pulgas ou carrapatos deve se procurar um Médico Veterinário para fazer a indicação da aplicação dos preventivos e antiparasitários e de exames de sangue se necessário"   Tempo   O período de chuvas também aumenta a incidência de Leptospirose, doença transmitida pela urina de ratos disseminada pelas enxurradas e alagamentos. Para prevenir essa virose, o animal deve ser vacinado regularmente, além de impedir que o animal entre em contato com os locais potencialmente contaminados. Animais que vivem em casa, devem ter esse cuidado redobrado, pois os roedores transitam livremente entre as casas, procurando restos de alimentos, rações e mesmo fezes dos animais. Por isso deve se manter o ambiente limpo e não deixar a ração exposta durante a noite. "Se o animal entrar em contato com águas de enchentes e apresentar sintomas como febre alta, apatia, diarréia e vômitos o encaminhamento ao profissional qualificado deve ser feito imediatamente. Os animais de companhia também podem transmitir a doença aos humanos através da urina e das fezes."   O câncer de pele é outra preocupação que afeta os animais. Cães e gatos que tem a pele muito clara - ou rosadas - quando submetidos à exposição ao sol também podem desenvolver sarcoma, que geralmente ocorre nas áreas sem pêlo. As maiores vítimas são os animais albinos, gatos brancos, boxers brancos ou animais que não sendo totalmente brancos, tenham a ponta de nariz, orelhas, ao redor dos olhos e abdômen despigmentadas. Esses animais não devem tomar banhos de sol, mas se a exposição for inevitável deve-se usar bloqueadores solares nessas partes.

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