Verde é o maior orgulho do bairro

Área concentra parques como Previdência, Alfredo Volpi e USP

O Estadao de S.Paulo

16 de novembro de 2007 | 00h00

Bem arborizado, o Butantã tem como principal referência de área verde o câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O local é freqüentado não apenas pelos estudantes, mas também por moradores do entorno que costumam praticar exercícios como corridas e caminhadas nas ruas amplas. "A Cidade Universitária não é um Parque do Ibirapuera, mas é um ícone do bairro, tem característica de muito verde, é uma área preservada de destinação muito nobre", afirma Odair Senra, diretor de incorporação da construtora Gafisa. O bairro que nasceu dentro de sítios como o Butantã, Rio Pequeno, o Invernada Grande e Campesina, ainda possui áreas verdes muito preservadas. Com 91,5 mil metros quadrados, o Parque da Previdência, na altura do quilômetro 10 da Raposo Tavares tem exemplares de espécies da Mata Atlântica. Ali, foi instalado o primeiro Centro de Educação Ambiental (CEA) da cidade. No seu entorno, ruas com casas predominantemente térreas, ainda preservam um certo jeito de interior.Outro parque é o Luis Carlos Prestes (antigo Rolinópolis), com 27, 1 mil metros quadrados de verde. Na vizinhança, ainda há o Parque Alfredo Volpi , no Morumbi, e o Parque Raposo Tavares.PROGRESSOCom tanto verde, o bairro virou alvo da corrida imobiliária. Se o imóvel tiver vista para a USP, por exemplo, já oferece um atrativo a mais, segundo Eduardo Telles, diretor-comercial da incorporadora Agra. Assim, construtoras e incorporadoras sedentas por terrenos amplos que ofereçam espaços próximos de áreas verdes ainda encontram bons exemplares no Butantã. A Even, por exemplo, vai lançar um empreendimento numa área de quase 20 mil metros quadrados. Serão 400 unidades em cinco torres perto da Rodovia Raposo Tavares. "O Butantã tem uma vocação residencial muito clara, pela situação geográfica", afirma João Azevedo, superintendente de incorporações. No entanto, o avanço imobiliário preocupa os moradores. Líderes de associações comunitárias do bairro, por exemplo, vêem com cautela o crescimento e aumento populacional. Temem que a Operação Urbana de Vila Sônia, em estudo pela Prefeitura, que pretende levar ainda mais investimentos imobiliários para a região, possa provocar sérios impactos ambientais e no trânsito.

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