Vereador acusado de chefiar milícia é impedido de exercer funções no Rio

Juiza negou ação de Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, e considera o pedido 'um absurdo

Tiago Rogero, Estadão.com.br

31 de maio de 2011 | 11h36

RIO - A desembargadora da Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Gizelda Leitão, negou ontem o pedido de "exercício de direitos políticos" do vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, preso desde abril por suspeita de chefiar uma milícia na região de Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense. A defesa do parlamentar pedia autorização para que ele comparecesse à Câmara Municipal para exercer o cargo.

 

Segundo a desembargadora, o pedido é "verdadeiramente absurdo, pois demonstra que o requerente, por ser detentor de mandato eletivo, considera-se acima do bem e do mal". De acordo com a decisão, ao pedir "respeito" a seus direitos políticos, o vereador estaria agindo como se não houvesse contra ele "pesadas acusações".

 

Deco foi preso durante a Operação Blecaute, realizada pela Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MP-RJ). O grupo paramilitar chefiado por ele teria planejado matar a chefe da polícia, delegada Martha Rocha, e o deputado estadual Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias. O grupo atuaria em pelo menos 13 comunidades da zona oeste do Rio.

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