Vereador diz que Edivaldo fraudou eleição de 2000

Com fraudes, violência e coações e não com votos Edivaldo Santiago da Silva, conseguiu assumir em janeiro de 2001 a presidência da Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo. A acusação foi feita nesta segunda-feira pelo vereador Alcides Amazonas (PC do B), ex-secretário-geral do sindicato durante a gestão do presidente Gregório Poço.?Na verdade não houve eleição, o Edivaldo assumiu depois de ter cometido golpe branco?, acusou Amazonas. ?O Edivaldo forjou a eleição, falsificou a assinatura de votantes, estranhamente conseguiu uma série de liminares interrompendo o processo eleitoral, não distribuiu urnas na maioria das garagens e, para criar pânico na categoria, até uma bomba explodiu na sede do sindicato?, disse o vereador.?No fim, anunciou um resultado, afirmando que cerca de 16 mil votos foram dados para sua chapa e outros 2 mil para chapa de Gregorio Poço, ligado à CUT?, disse Amazonas.Segundo o vereador, a eleição de 2000 foi fraudulenta, apresentando resultado muito estranho: pela primeira vez em 60 anos de história do sindicato se conseguiu quorum no primeiro turno, o que não era verdade. Para que isso ocorresse, seria necessário o voto de 50% mais um do total de 38 mil associados, o que não aconteceu?, disse Poço.Tanto Amazonas quanto Poço estranharam um fato que ocorreu logo depois de Edivaldo assumir o sindicato: Os empresários deviam ao sindicato mais de R$ 2 milhões por não repassar para a entidade os valores das contribuições sindicais descontadas dos trabalhadores. ?Dois dias depois do Edivaldo assumir, os empresários depositaram R$ 700 mil na conta do sindicato?, disse Poço.

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