Vereadora acusada de corrupção responde a críticas

Acusada de participar de um esquema de corrupção para favorecer uma empresa de ônibus, a vereadora Myryam Athiê (PPS) rebateu nesta terça-feira, na Câmara Municipal, as denúncias que vem sofrendo. Ameaçada de ser investigada pela futura Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes, ela criticou a imprensa e mandou vários recados aos colegas da tribuna da Câmara."Nenhum dos senhores está livre de acusações levianas", disse Myryam, referindo-se ao depoimento do corretor Marcos José Cândido da Silva. Em depoimento prestado à força-tarefa que investiga o sistema de transporte, ele afirmou que a vereadora recebeu dinheiro para interceder junto à São Paulo Transporte S.A (SPTrans) na intervenção da Cidade Tiradentes."Não tenho 10 nem 20 vereadores nas mãos. Tenho amigos, mas não vou pedir clemência", disse Myryam. O discurso é semelhante ao do ex-vereador José Izar (PSL) quando ele foi absolvido no processo de cassação de seu mandato por suspeita de participação em esquemas de propina na administração regional da Lapa.Na ocasião, Izar falou que tinha 35 amigos na palma da mão, referindo-se ao número de vereadores que votaram contra a cassação. A vereadora afirmou que, caso a CPI seja instalada, gostaria de prestar depoimento "para mostrar a verdade": "Essa vereadora não pagará com o seu mandato e não se calará diante das denúncias de corrupção", disse.

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