Vereadora é presa por seqüestro

Parlamentar de Ouroeste, no interior de SP, foi condenada por torturar amante do marido e deixá-la nua na praça

Chico Siqueira, ARAÇATUBA, O Estadao de S.Paulo

16 de novembro de 2007 | 00h00

A vereadora Maria Claudina da Silva (PSDB), de 52 anos, de Ouroeste, interior de São Paulo, foi algemada e presa anteontem na Câmara Municipal, acusada de seqüestro e tortura. Com ajuda de duas pessoas, ela seqüestrou e torturou uma funcionária pública. A parlamentar suspeitava que a mulher mantivesse um romance com o marido dela. O episódio ocorreu em 2004 . A condenação foi publicada na quarta-feira pelo Tribunal de Justiça. Policiais e oficiais de Justiça cumpriram o mandado de prisão na Câmara. Maria Claudina ainda pode recorrer da decisão judicial. A vereadora, que está em seu segundo mandato, foi condenada a pena de 5 anos de reclusão em regime semi-aberto por seqüestro, constrangimento ilegal e injúria. À decisão ainda cabe recurso. Em 4 de outubro de 2004, a vereadora obrigou a funcionária pública Marilei dos Reis Machado a entrar em seu carro e a levou a um motel. No local, estavam a costureira Ivete Leal de Oliveira Teixeira, de 55 anos , e outro funcionário público, Valdecir de Freitas Benedito Silva, também de 55 . Os três, então, agrediram a vítima fisicamente e rasparam seu cabelo. Depois de uma sessão de 50 minutos de agressões físicas e psicológicas, a mulher foi deixada nua na praça da matriz de uma cidade vizinha. Ivete e Valdecir foram condenados a três anos e seis meses de reclusão em regime semi-aberto. Ela e Maria Claudina estão presas na cadeia feminina de Meridiano, e Valdecir, em Guarani D''''Oeste, enquanto aguardam vagas em presídios semi-abertos da região. O presidente da Câmara de Ouroeste, José Fábio da Silva (PSB), disse que vai esperar julgamento do recurso de Claudina para decidir se a colega terá o mandato cassado. Por enquanto, afirmou Silva, a cadeira da vereadora ficará vazia.

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