Vereadores do PT e PSDB são presos acusados de peculato

Dois vereadores de Guariba, na região de Ribeirão Preto, foram presos preventivamente no final da tarde de ontem, acusados de uso irregular do dinheiro público (peculato) na legislatura anterior (1997 e 2000). Marcos Henrique Osti (PT), que é o atual presidente da Câmara, e Cássio Aparecido Pereira (PSDB) estão isolados numa cela especial da cadeia da cidade (são companheiros de outros 32 detentos), mas seus advogados devem entrar com recurso (habeas-corpus) no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo. O promotor Cleber Rogério Masson, que pediu 13 prisões preventivas na sexta-feira, também irá recorrer para que os outros 11 envolvidos no processo também sejam presos. O promotor Masson entrou, há dois anos, com ações civil (para reparação do dano) e criminal contra 15 pessoas (13 vereadores e dois funcionários) - atualmente, oito são vereadores, três são ex-vereadores e dois são funcionários da Câmara, além de dois que morreram desde então. Segundo Masson, com documentos que comprovam, todos teriam usado, indevidamente, o carro oficial da Câmara para fins particulares, para ir a festas, casamentos, bailes e até em viagens para participações em concursos de moda e de canários. Além disso, carros particulares teriam sido abastecidos com dinheiro público e despesas em choperias, restaurantes e bares foram custeadas pelo município. Os valores desviados ainda não foram levantados. O juiz da cidade, Guilherme Madeira Dezem, só decretou as prisões preventivas dos dois vereadores, que teriam uma série de fundamentos contrários para que fossem detidos. Os demais, não. Masson, no entanto, quer que os outros sejam presos e hoje recorrerá ao TJ. Os advogados de defesa dos vereadores presos pediram que o juiz Dezem conceda a prisão domiciliar a ambos, mas o pedido ainda não foi analisado.

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