Vereadores do Rio resolvem andar armados

Dois dias após o assassinato do vereador Bispo Dr. Monteiro de Castro (PFL), dois vereadores compareceram ao plenário da Câmara Municipal, hoje, armados. Paulo Mello (PMDB) e Jorge Babu (PT), que é policial, portavam pistolas. A atitude dos parlamentares fere o regimento interno da Câmara, cujo artigo 380 proíbe o porte de armas na Casa ?por qualquer pessoa, inclusive vereadores?.?Enquanto não houver segurança para os parlamentares, continuarei portando?, afirmou Mello, que disse ter permissão para usar a arma.Babu recorreu à sua condição de policial para justificar o desrespeito ao regulamento. Monteiro de Castro foi morto com um tiro de fuzil, na noite de terça-feira, quando passava pela Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso ao Rio. A polícia trabalha com duas hipóteses: assalto ou execução. Não há pistas sobre os assassinos.O presidente da Câmara, Sami Jorge (PDT), informou que o fato vai ser apurado. Ele anunciou que detectores de metal serãoinstalados na Casa.Os vereadores terão que deixar suas armas com a segurança da Câmara ou serão proibidos de entrar no plenário.Ontem, a filha do vereador assassinado, Carolina Ferreira dos Santos, de 25 anos, que o acompanhava no momento do crime,pediu que seu depoimento fosse adiado. Ela alegou estar abalada emocionalmente. Até ontem, apenas o motorista de Monteiro de Castro, Lauro Sebastião Ramos, de 38 anos, havia prestado depoimento. De acordo com ele, ao serem abordados por quatro homens em um Audi, o vereador ordenou que Ramos acelerasse, pois seu carro, um Honda Civic, era blindado.Ontem à tarde, o suplente de Monteiro de Castro, Wilson Leite Passos (PP), assumiu sua vaga na Câmara. Ele entrou napolítica em 1945, pela UDN, e este será seu sétimo mandato como vereador, cargo para o qual concorre nas eleições deoutubro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.