Veredicto da mãe que deixou filha na lagoa sai neste sábado

O veredicto do julgamento da vendedora Simone Cassiano da Silva, de 28 anos, pode sair neste sábado. A sessão começou na sexta-feira e foi interrompida por algumas horas no começo da manhã. Ela é acusada de ter jogado sua filha, na época um bebê, na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, há quase um ano. Simone negou a acusação, diante do 1º Tribunal do Jurí, e disse que pretende reaver a guarda da criança, que, agora com um ano de idade, vive com um casal que a adotou logo após o crime. Batizada na época como Letícia, a menina ganhou um novo nome dos pais adotivos, mantido em segredo por determinação da Justiça, assim como a identidade do casal.Acusada pelo crime, Simone começou a ser julgada na sexta-feira e responde por tentativa de homicídio por motivo torpe e com uso de meio cruel. A vendedora pode pegar de 12 a 30 anos de prisão, em regime fechado. O episódio ocorreu em 28 de janeiro de 2006. A criança, que na época tinha apenas dois meses, foi encontrada boiando na lagoa, enrolada em um saco de lixo. Ela foi salva por um casal que caminhava no local e ouviu o choro da menina. O julgamento é realizado sob forte esquema de segurança, no Fórum Lafayette, e atrai um grande número de curiosos.DepoimentoSimone depôs durante uma hora e quarenta minutos e repetiu a versão dada na época do crime. A vendedora afirmou ter entregue a filha a um casal de moradores de rua. Simone se declarou arrependida pelo que fez, mas disse não ter condições de criar a menina, que nasceu prematura e necessitava de cuidados especiais. "Eu amo a minha filha e me considero uma ótima mãe", afirmou, diante do juiz Leopoldo Mameluque.Durante o depoimento, Simone se mexeu muito na cadeira e consultou seguidas vezes o advogado de defesa, Mateus Vergara. A vendedora, no entanto, respondeu todas as perguntas feitas pelo advogado, pelo juiz e pelo promotor Luciano França da Silveira Júnior. Ela também foi questionada por dois dos sete jurados.A vendedora está presa desde fevereiro do ano passado. Simone disse que foi agredida, no dia da prisão, por um delegado. Ele teria dado socos no estômago dela e obrigado a vendedora a falar com os jornalistas.

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