Veto a Ciro foi razão para PT implodir a ação do ''bloquinho''

Presidente do PCdoB acha que a nova frente das esquerdas deveria ter candidatos únicos nas eleições; PSB discorda

, O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2010 | 00h00

"Quando nós formamos o bloco de esquerda era uma tentativa de uma frente para atuar nas eleições", se recorda o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, ao comentar sobre o fracasso do bloquinho. A implosão da frente de esquerda, sobretudo no segundo mandato do governo do presidente Lula, ocorreu por conta de razões eleitorais.

O principal motivo para a união de centro-esquerda não ter prosperado no governo Lula foi a atuação do próprio PT, que minou a ascensão de outras lideranças, como a do ex-ministro Ciro Gomes. O cearense saiu magoado do processo ao ser demovido da intenção de disputar com Dilma Rousseff (PT).

Para o presidente do PSB, o governador Eduardo Campos, o debate sobre o futuro das esquerdas não deve ser norteado somente a partir da disputa eleitoral. "Seria uma articulação de caráter mais político e menos eleitoral, com uma agenda do futuro do país", argumenta.

Reforma política. Outro obstáculo, lembrado pelo presidente do PCdoB, é que a discussão da reforma política está umbilicalmente ligada à criação de uma suposta frente de centro-esquerda no futuro.

"Teríamos que ter uma legislação para dar guarida a esse tipo de iniciativa. A gente não vê como chegar a isso sem uma reforma política", diz Renato Rabelo.

Uma das ideias já difundidas entre os partidos de centro-esquerda seria a criação de uma constituinte exclusiva no próximo governo para aprovar a reforma política, mas o assunto também gera polêmicas entre as diferentes siglas. A candidata do PT, Dilma Rousseff, já declarou ser simpática à ideia.

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