Veto no Palácio há 19 meses

No Palácio dos Bandeirantes, sede administrativa do governo estadual, o fumo é completamente proibido desde setembro de 2007. Quando o governador José Serra (PSDB) assumiu, dos 1,1 mil funcionários, cerca de 250 eram fumantes. Podia-se fumar em qualquer repartição. Logo em janeiro surgiu a primeira medida: haveria fumódromos para quem continuasse com o hábito. Nos outros ambientes, nada de fumacê. Nove meses depois, a restrição foi total. O funcionário que persistiu fumante precisa sair até a avenida. Paralelamente, o Palácio firmou uma parceria com o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) para auxiliar os servidores que decidissem abandonar o vício. "Os interessados se inscrevem no programa e passam por uma entrevista com um médico para ver o grau de dependência", explica a coordenadora do projeto antitabagista interno, Silvia Regina Alessio. "O fumante recebe medicamentos ou adesivos de nicotina e passa a ter acompanhamento psicológico. Uma vez por semana, há reuniões com o grupo." Já passaram pelo programa 148 pessoas e 87 disseram adeus ao cigarro. É o caso da diretora do Núcleo de Pessoal, Cleuzenir de Assumpção, de 55 anos. "Comecei a fumar com 12 anos. Era de dois a três maços por dia", conta. Ela participou do programa por dois meses. Usou adesivos e chicletes de nicotina. "No fim, marquei uma data e fiz um enterro simbólico de um maço de cigarros no Parque do Ibirapuera."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.