Via Amarela assina termo para maior segurança na Linha 4

Exatamente três meses após o acidente na obra da futura Estação Pinheiros do Metrô, quando sete pessoas morreram, o Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, assinou, na quinta-feira, 12, um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho para consolidar práticas de segurança para os três mil trabalhadores da Linha 4-Amarela. Pelo termo, o Consórcio se responsabiliza a capacitar e treinar a frente de trabalho, conforme cronograma específico, que deve ter informação sobre riscos das atividades, medidas de prevenção, plano de emergência, evacuação e combate a incêndio. As negociações do termo começaram no fim de janeiro. Sem casa Por enquanto, a moradia provisória ainda é uma realidade enfrentada por 105 pessoas de diferentes famílias desabrigadas em razão do acidente do Metrô. Na ocasião, 80 famílias - um total de 200 pessoas - foram prejudicadas diretamente, pois tiveram casas interditadas pela Defesa Civil. Por enquanto, o Consórcio Via Amarela firmou sete acordos com parentes das pessoas que morreram no acidente, 40 acordos com moradores que eram inquilinos das casas e seis acordos com proprietários de imóveis. O Consórcio informou que tem pago todas as despesas de acomodação, alimentação e lavanderia. Também foi oferecido atendimento com psicólogos e assistentes sociais. A reportagem tentou, na quinta-feira, por várias vezes, entrar em contato com as vítimas hospedadas no hotel. Mas funcionários afirmam que estão proibidos de chamar os hóspedes para entrevistas, por determinação do Consórcio, que negou a informação. Há 15 dias, Terezinha Albieri deixou o hotel e voltou para seu apartamento, na Rua Conselheiro Pereira Pinto. Ela foi a primeira moradora a retornar para um imóvel atingido pelo acidente. "O hotel nunca é bom. Nada melhor do que voltar para a nossa casa. E agora eu estou muito bem."

Agencia Estado,

13 Abril 2007 | 10h15

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