Via Amarela é obrigada a pagar hotel para duas famílias

Duas famílias que moram em casas com rachaduras causadas pelas obras do Metrô conseguiram liminar que obriga o Consórcio Via Amarela a hospedá-las em hotel até que as residências sejam reformadas. Ambas vivem em ruas próximas da cratera aberta com o desmoronamento da Estação Pinheiros. A medida abre precedente para que outras pessoas com problemas semelhantes em toda a Cidade busquem o benefício. A liminar foi concedida pela juíza da 5ª vara cível do Fórum de Pinheiros, Ana Carolina Vaz Pacheco de Castro, a pedido da Defensoria Pública na sexta-feira antes do Carnaval. O Consórcio Via Amarela informou que só recebeu a intimação ontem e vai recorrer. O prazo para cumprir a decisão é de 48 horas. Depois, será aplicada multa diária de R$ 2 mil . As vizinhas Roberta Marino, 25 anos, e Sueli Brandina, de 52, reclamaram de fissuras causadas pelas obras desde setembro do ano passado. Técnicos do Consórcio foram ao local e disseram que os danos não estavam ligados à construção do Metrô. ´Eles diziam que era o escapamento da moto ou cupim´, conta Sueli, que mora na Rua Pascoal Bianco com a filha, o genro e a neta de 6 anos. Depois do desabamento, as duas aproveitaram uma tenda da Defesa Civil montada junto a cratera para pedir ajuda. Na casa dela, o quarto dos fundos, onde vivia seu pai, foi interditado e ele dorme na sala há três semanas. Também moram na casa número 493 da Rua Amaro Cavalheiro a irmã, o cunhado, dois sobrinhos, de 6 e 9 anos, e a filha, de 9 meses.

Agencia Estado,

24 Fevereiro 2007 | 13h12

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